Rommel Werneck,
10 de abril de 2012

A meu amigo Eduardo Ribeiro, mas não é ele a ovelha desgarrada, graças a Zeus!
Existe uma ovelha fofinha no meu facebook. É aquela pessoa que conheci num evento dela, é a amiga do amigo da amiga. Bem, como a fofinha me adicionou ou eu a adicionei por conta daquela ocasião, eis aí o contato no meu facebook e eis aí o meu desabafo. Bem, a ovelhinha é fofinha, compartilha músicas do Chico, publica fotos da viagem em Salvador, o livro que publicou recentemente, mas sabe, a ovelhinha fofinha fica lá no pasto dela e só.
Ela nunca na vida curtiu uma foto minha, nem mesmo quando as fotos eram da festinha dela, #FATO. Porém, a coelhinha, digo, a fofinha já rasgou a fantasia de lã e uivou fazendo barraco duas vezes em algo que EU postei em mEU mural.
Uma terceira situação lupina aconteceu numa foto de um outro aí, um bode conhecido ou amigo né já que todo o mundo é amigo no face. O bode postou uma foto em tempo real do granizo que caiu na Oscar Freire (lògeko, tá pensando o quê? Que esses animais são de onde? Da favela onde eles frequentam de vez em quando pra dizer que gostam de sarau de periferia? Eu, hein!). A foto foi justo quando caiu o granizo, foi foto de celular, hoje em dia existe isso né, o povo pbosta até a comida que fez na privada.
Eu brinquei comentando exatamente assim: “Caiu granito. Granito pq granizo é de pobre… kkkk”. A ovelhinha fofinha, como já vos disse, soltou um kame kame ha, virou um lobo, porém fofinho: “Coisa de pobre? Não entendi. E acho que mesmo se entendesse, não concordaria.” Foi uma situação constrangedora, a minhoquinha, quer dizer, a ovelha fofinha se sentiu ofendida e como é um animal não entendeu o trocadilho. Expliquei, fiz até a analogia com meu trocadilho das lendas e lêndeas, fui amável, ri, fiz de conta de que não tinha visto um lobo, mas ok.
O Febo daquele tempo era diferente do Febo de quando conheceu a fofinha, em janeiro de 2010. Naquele tempo, Febo usava um cabelo meio grandinho e a mesma barba de hoje, enfim, eu me assemelhava ao Bom Pastor, aparência gloriosa que não sustento mais, portanto, não serei o pastor dessa ovelha desgarradinha, não sei se vou querê-la nas atualizações da vida social.
Por supuesto, é legal ver a ovelha fofinha publicando no facebook porque é fofinho o conteúdo, é bonitinho, mas nem fazendinha a vaquinha, digo, fofinha joga. Ela está em paz na casa dela, cuidando do esmalte e da janta, sem ofender ninguém, mas eu acho que eu não sou fofo. Em tempo, acredito que a ovelha fofinha é uma ovelha negra, vou deletá-la, afinal talvez eu seja “racista”.
Rommel Werneck
1837
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Rommel Werneck
Rommel Werneck (São Caetano do Sul/ SP, 1987-) é fundador e diretor do Poesia Retrô, www.poesiaretro.blogspot.com , grupo de revivalismo literário, com Gabriel Rübinger. Expôs suas obras e palestrou em 2003 no Instituto Pão de Açúcar. Venceu concursos literários. Reside em São Paulo onde realizou saraus em 2010. Graduado em licenciatura plena em Letras (Português/ Inglês) pela UniPaulistana (2009) e formado em Desenhista de Moda e Vestuário pela ETE José Rocha Mendes (2006). Atualmente, dirige também o Picnic Vitoriano São Paulo, grupo de Living History e o blog 'Stamos Kilts!. Estuda latim, arte sacra e mitologia. Seu primeiro livro solo está em projeto.
Eduardo Rubião Ribeiro,
8 de abril de 2012
Nessa edição tivemos apenas uma categoria: Desafio de conto, que foi mais do que suficiente para transformar este concurso num verdadeiro sucesso. Foi fantástico e nós nos superamos sem dúvida alguma.
A criatividade, a engenhosidade, o estilo e a habilidade com as letras afloraram porque nada é mais motivador do que competir e nós conseguimos acordar essas habilidades com essa disputa.
Estão todos de parabéns.
Freqüência
Pretendemos fazer o concurso freqüentemente, e se todos estiverem de acordo criaremos novas categorias, estenderemos o tempo e o faremos de três em três meses, como foi sugerido pelo Decon.

Desafio de Conto – Regras:
O autor, tem uma semana para escrever um conto com base em diretrizes pré-estabelecidas, por exemplo, o uso do personagem Carmélio, Geraldo e Margareth como aconteceu nesta edição. O vencedor do desafio, na próxima edição, dita as diretrizes.
Obras participantes
- Casos de (Quase) Família – Raphael Zinsly
- Egos – Renato Reis
- Um Caso para Camel – Erick Decon
- Margareth, a prostituta – Eduardo Rubião Ribeiro
Diretrizes para votação
- Leia todas as histórias.
- Não tenha pressa para votar.
- Apenas os participantes do concurso que postaram um conto podem votar.
- Não vale votar em si.
- Qualquer pessoa, mesmo não tenha participado, pode escolher uma obra, porém, seu voto não será computado.
- O voto é aberto, público e precisa ser justificado nesta postagem.
Aguardamos o vencedor, as votações se encerram daqui a uma semana, no dia 15 de abril.
Aguardamos ansiosos pela próxima edição.
1819
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Eduardo Rubião Ribeiro,
Margareth, a prostituta é um conto escrito para a participação no concurso de redação da categoria Desafio de conto. Foi escrito de 3 a 6 de abril, com algumas correções posteriores.
Não recomendado a leitura para menores de 18 anos, por conter apelo de violência explícita, erotismo e palavras de baixo calão.
LEIA A VERSÃO EM PDF, O EBOOK DA HISTÓRIA

Caro leitor, você está convidado a acompanhar a vida de um jovem sonhador, como você, que formula seus sonhos, estuda e trabalha almejando um futuro melhor, porém, na saga de sua vida, encontra uma mulher e passa a amá-la como se fosse a pessoa mais importante de sua vida. Carmélio viverá entre a lucidez e a insanidade buscando caminhos para conquistar o maior objeto de desejo de sua vida, Margareth.
Margareth, a prostituta
Carmélio Lontra era um rapaz determinado e inteligente, após o término do ensino médio, imediatamente passou numa universidade conceituada na capital paulista e iniciou seus estudos em engenharia mecânica. Após um ano difícil, conciliando trabalhos e estudos numa gráfica, começou a estudar junto com seu amigo de infância, Geraldo Picardi.
O pai, Joaquim Lontra, um importante político da cidade paulistana, ex-vereador, conhecido por ajudar os pobres, era o atual secretário do turismo e tinha um apreço imenso por seu filho. Lontra pai fazia de tudo para que as notícias do seu envolvimento com prostituição e os escândalos de corrupção do governo envolvendo seu nome não chegassem até o filho. CONTINUE lendo…
1813
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conto
Eduardo Rubião Ribeiro,
Em meio ao nosso concurso de redação, os autores aqui tem escrito maravilhosas obras, mas, será que eles digitam rápido?
Será que você digita rápido?
Por indicação do nosso amigo José Talles Simão, os diversos autores aqui da Casa de Lápis tem viciado num serviço bem bacana, que contabiliza o número de teclas por minuto que você digita.
Você consegue me superar?
Visite oTeste de Digitação e tente!
Tente você também e não perca ainda hoje a publicação total das obras do concurso de redação no desafio de conto.
Grande abraço.
1809
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digitação
Erick Decon,
Para baixar a versão em PDF, clique aqui
Entrada para o Concurso Casa de Lápis
Um Caso para Camel
Geraldo ou Gerald, como eu gosto de chama-lo, e eu tínhamos montado uma empresa com o dinheiro de meu pai. Era uma bela terça-feira ensolarada no dia que entramos no nosso novo escritório, cadeiras novas, computadores novos e um objetivo novo, ser a melhor firma de advocacia da cidade.
As primeiras semanas daquele mês foram excelentes, contratamos outra advogada, Margareth, que nos ajudava a captar clientes e organizava nossos compromissos, além dela própria ficar com uma parte dos clientes. Tinha uma mãe doente no hospital, lutando contra o câncer, logo, precisava juntar bastante dinheiro. Achei que era por isso que ela era tão eficiente e dinâmica, sabia o valor do trabalho duro. No começo não tínhamos muitos casos, mas nossas vitórias nos tribunais e nossas taxas acessíveis, chamaram a atenção de outros clientes, que decidiram por nos procurar. Faturamos muito mais do que o esperado naquele mês.
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1790
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Erick Decon


Mantem seu blog, Decon Space e escreve o que acha que deve.
"Quando há um problema, eu resolvo. Quando não há um problema, eu resolvo."
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contos
Renato Reis,

(Texto escrito para o concurso de redação da Casa de Lápis)
CAPÍTULO PRIMEIRO
Parte I – Geraldo
Geraldo saíra aflito da reunião. De que adiantava? Negócio com ele nunca dava certo. Além do mais, pensava que Carmélio sempre fora um grandessíssimo filho da puta. Aquele safado nunca o enganara! Era bem capaz que lhe passasse a perna quando menos esperasse. Mas era preciso. Era uma oportunidade.
O rapaz sempre dizia que seu pai era um assaltante de merda. Fugira quando ele ainda era um bebê, deixando sua mãe e ele sozinhos no mundo. Já devia estar morto naquela altura. Mas Geraldo não queria saber mais. Só tinha para si que jamais seguiria os mesmos passos do pai.
Conhecera Carmélio quando ainda era pequeno. Ambos moravam na casa de Arnaldo (ou “Dr. Arnaldo”, como era chamado, por respeito), estando Carmélio na condição de filho do dono da casa e Geraldo na de filho da empregada que dormia no serviço.
Naturalmente, com a convivência, os dois nutriram certa amizade, mas que Geraldo jurava ser fruto de pura piedade por parte de Carmélio.
Agora ambos, Geraldo e Carmélio, decidiram montar um negócio. O pai de Carmélio se dispôs a ajudar no que precisassem. Claro que havia algum interesse obscuro por trás disso tudo. Ele era um corrupto, um pilantra. Todo mundo sabia disso. Mas fazer o que? Geraldo precisava tentar.
E tinha Margareth. Doce Margareth! Conhecera-a no colégio, quando eram ainda pequenos. Não conseguia olhar para outra garota que não fosse ela. Não conseguia guardar outros olhos que não fossem os dela. Era um anjo. Uma entidade inatingível – pensava ele.
Indo para casa, Geraldo pensava nela. Estava na reunião. Era secretária do Arnaldo. Sempre linda! Aqueles olhos! Mas toda vez, no meio de seus discursos mentais de exaltação à moça, lembrava-se da sua condição de vida. Ela jamais daria chances para alguém como ele. O que tinha a oferecer? Era um pobre diabo, não acertava em nada na vida. Melhor era nem pensar! Mas isso lhe era impossível… Aqueles olhos… Daria qualquer coisa para que pudesse vê-los brilhando de perto, para que pudesse vê-la sorrindo em seus braços…
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1783
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Rommel Werneck,

“Come Prima (Dalida chante)”
Como o primeiro namorado
Ela me beija e leva rosas
E eu beijo as suas mãos cheirosas
Que tanto tenho venerado!
Como o primeiro ela me trata
E escreve versos de marfim
Em que promete amor sem fim
Numa sublime serenata…
Como o primeiro que foi dela
Assim me sinto possuído…
E quando a beijo, peço que ela
Cumpra os seus planos por inteiro
De me tomar como marido.
Como o primeiro… seu primeiro!
Rommel Werneck
Publicado originalmente no Recanto das Letras
NOTAS:
1- O poema foi inspirado na música Come Prima (Como Antes) cantada pela cantora egípcia Dalida. Eu escrevo majoritariamente ao som de música. Escute
AQUI.
2- Nunca tinha escrito nessa métrica, acho difícil métricas abaixo de 9 sílabas.
3- O Ivan Eugênio da Cunha fez um belíssimo soneto no mesmo metro. Leia
AQUI.
4- Usei temática amorosa, mas como sempre sofremos críticas vanguardistas “o amor é ultrapassado”, eis aqui um soneto em que o homem se sente o primeioro de uma mulher propondo uma inversão de papéis, é plenamente possível escrever de outras formas. Estudo de possibilidades, experimentação, é disso que a poesia contemporânea necessita.
1780
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Rommel Werneck
Rommel Werneck (São Caetano do Sul/ SP, 1987-) é fundador e diretor do Poesia Retrô, www.poesiaretro.blogspot.com , grupo de revivalismo literário, com Gabriel Rübinger. Expôs suas obras e palestrou em 2003 no Instituto Pão de Açúcar. Venceu concursos literários. Reside em São Paulo onde realizou saraus em 2010. Graduado em licenciatura plena em Letras (Português/ Inglês) pela UniPaulistana (2009) e formado em Desenhista de Moda e Vestuário pela ETE José Rocha Mendes (2006). Atualmente, dirige também o Picnic Vitoriano São Paulo, grupo de Living History e o blog 'Stamos Kilts!. Estuda latim, arte sacra e mitologia. Seu primeiro livro solo está em projeto.
Raphael M. Zinsly,

Enigmas de Páscoa
- Sejam bem vindos, a corte de páscoa!
Quem fala é um coelho vestido com roupas coloridas e um chapéu de palhaço com sinos nas quatro pontas que caiam dele.
- Viemos buscar ovos de páscoa.
Palavras de um jovem que estava acompanhado de sua irmã e mais três amigos. Um garoto que era o mais velho dos três, uma garota ruiva e um menininho.
- Vá com calma não é bem assim!
O coelho virava em estrelas enquanto falava.
- E como é?
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1764
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Raphael M. Zinsly,
7 de abril de 2012

Casos de (Quase) Família
Lembro como se fosse hoje, o dia em que a empresa faliu e eu perdi um amigo…
Geraldo e eu somos amigos de infância, mas eu sabia que um dia algo sairia errado. Ambos éramos apaixonados pela mesma mulher: Margareth. Seu nome era sinônimo de problema, ser casada com meu pai não ajudava muito. Eu a conheci antes de meu pai, ela era go go girl no clube que eu e Geraldo frequentávamos. Muito linda e muito jovem para meu pai, o ex coronel e atual secretário de turismo Osvaldo Mostarda.
Meu pai é mais um exemplo do que o dinheiro proporciona, ainda mais sendo ilícito. Dinheiro esse que tronou possível a mim, Carmélio Mostarda, comprar a franquia de uma rede americana de bares e abri-la no centro da cidade. Ideia que veio de Geraldo, agora meu sócio, que era economista e tinha muito mais talento para administrar do que eu.
A ideia deu muito certo, tínhamos uma ótima promoção durante o happy hour, a cidade inteira passava por lá após o trabalho. Quem não ficou muito satisfeito foi o dono do bar ao outro lado da rua, o senhor Marinho, que chegou a nos ameaçar depois do nosso grande sucesso. Não nos importamos, nós éramos a novidade e nós estávamos por cima. Junto com esse sucesso vieram os olhares de Margareth, tanto para mim quanto para o Geraldo, essa era uma mulher que sabia como jogar. Meu pai percebeu e começou a desconfiar se o feto que ela carregava era dele. A notícia que eu ganharia um irmão me pegou de surpresa, porém meu fascínio por ela era tanto que eu fugiria com ela e criaria ele como meu filho se ela assim quisesse.
Há um ditado que diz: “não faça negócios com um amigo”. O clima entre mim e o Geraldo estava cada vez mais tenso. Brigávamos por qualquer decisão que precisássemos tomar na empresa, mas no fundo sabíamos que o real motivo era a Margareth. Indiretamente criamos uma competição por ela, que sempre alimentava a briga bajulando a um ou a outro. Geraldo era um cara explosivo, parecido com meu pai, a qualquer momento nós partiríamos para a agressão física. O que me deixou muito apreensivo quando eu encontrei um revolver calibre 38 atrás da pia no banheiro dos fundos, eu já vi a mesma arma na casa dele. Tive medo de confrontá-lo, a bomba já estava armada e ela explodiu.
Fui ao bar depois do expediente, durante a madrugada com a intenção de pegar dinheiro para viajar. Uma das coisas que sempre deixavam Geraldo furioso era quando eu usava o dinheiro da empresa para gastos pessoais. Quando abri o cofre ele estava vazio, todo o dinheiro havia sumido. Somente os donos da empresa tinham a senha do cofre, portanto eu sabia quem pegou a grana. Fui ao banheiro para pegar a arma do Geraldo e ela não estava mais lá. Além de tudo ele estava armado, percebi que a porra ficou séria. Liguei para ele na mesma hora e o Geraldo atendeu com voz de bêbado, disse que estava dormindo e falaria comigo no outro dia. Eu reconheci o som ao fundo e fui ao encontro dele.
Era o clube onde Margareth trabalhou, encontrei meu sócio totalmente bêbado jogando dinheiro para as dançarinas. Segurei-o pelos braços e o joguei de costas contra uma mesa, sabia que ele estava armado e tinha que manter suas mãos sobre controle. Antes que eu pudesse confrontá-lo ele se desvencilhou e me acertou um soco na cara, então eu quebrei uma garrafa de cerveja em sua cabeça. Fui parar na delegacia, ele no hospital. O pior é que o Geraldo não fez nada. Havia sangue no chão do banheiro, sangue de Margareth. Ela menstruou durante o roubo que cometeu e foi ao banheiro se limpar, o que também prova que ela não estava grávida. Quem deu a senha do cofre para ela? Eu mesmo. Eu sempre peguei dinheiro da empresa e várias vezes abri o cofre na frente dela. O pior de tudo é que meu pai me culpa, tanto por eu perder a empresa quanto por ele ter perdido a vadia. Ele jurou que nunca mais iria me ajudar e hoje eu trabalho em um shopping fazendo hambúrgueres em uma multinacional de fast food.
Ah! E a arma atrás da pia não era do Geraldo, foi o Sr. Marinho que a colocou lá e ligou para os jornais avisando sobre ela. Ele quis criar um alvoroço para perdermos freguesia, acontece que os jornalistas avisaram o meu pai que foi lá e pegou a arma.
1767
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Eduardo Rubião Ribeiro,
6 de abril de 2012
Estamos participando do I concurso de redação da Casa de Lápis, para essa inauguração temos apenas uma categoria por enquanto, a do desafio de conto, onde para participar o candidato tem que criar um conto seguindo algumas diretrizes temáticas. Após as publicações, que poderão ser feitas até o dia 8 domingo agora, começará o processo de análise e após isso a votação justificada.
Apenas os participantes poderão votar, sem poder escolher a própria obra.
Os contos, muitas vezes podem ser um pouco longos se comparado aos artigos, como o meu que tem 3776 palavras e 14 páginas e ler aqui no blog pode ser um pouco cansativo, por isso vamos pedir que os participantes façam um ebook, um simples pdf para que seus leitores possam baixar os arquivos, ler e voltar ao blog para comentar a história, que será publicada simultaneamente em postagem e também em pdf.
As vantagens do PDF são várias, você pode ler no navegador, ou num programa com o Adobe Reader ou Foxit Reader, pode manipular bastante o texto para melhorar o conforto da visualização, além de poder ler um e-Reader, tablet ou celular.
Vamos lá?
Escrevendo a história
Recomendamos que você escreva a história usando editores de texto comuns como o Microsoft Word ou o LibreOffice Writer. Vamos utilizar como base as funcionalidades do Word 2007 da Microsoft para detalhar o padrões que nós vamos utilizar.
Escreva seu texto.
Não se esqueça de usar o Zoom se necessário para facilitar a escrita.
Padrões/Especificações
Parágrafo
Na guia Início do Microsoft Word, clique nas propriedades do grupo Parágrafo. Lá, vamos definir algumas regrinhas para padronizar nossa publicação.

Ali no especial, repare que foi ajustado o valor de 1,25 cm para o recuo de primeira linha. É aqueles dois dedinhos que a sua professora de primeira série dizia para você deixar de espaço. CONTINUE lendo…
1769
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Tutoriais Tags:
ebook
Erick Decon,
O homem não gritou, mas não estava morto, levou uma mão ao pescoço e procurou os olhos do amigo por uma explicação, que por sua vez largou a adaga no chão e rasgou um grande pedaço de sua camisa de algodão e entregou para o outro.
- Você deveria ter-me matado – pegou o tecido e o colocou na ferida
- Desculpe, não sou capaz de matar um amigo – foi até a cama deixar seus pertences – Embora seja egoísta de minha parte, você pode voltar com uma desculpa agora.
CONTINUE lendo…
1743
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Erick Decon


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Literatura, Um anônimo Tags:
Raphael M. Zinsly,
5 de abril de 2012

Capítulo VI: Estátua
- Esse território é meu, não admito outro demônio aqui!
- Já disse, quem vai me tirar daqui?
A Gárgula encara o Incubus com raiva.
- Estou esperando. – Diz Lufus.
CONTINUE lendo…
1740
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Além do Fim, Literatura Tags:
Além do Fim, Capítulo 6, Demônios, Fantasia, Guardiões, histórias, Literatura, Mundo real, Rajnt, romance
Renato Reis,
4 de abril de 2012

Ante a paixão que pintara como se o mundo fosse tela,
Disse-lhe: “Chama que se apaga como sopro numa vela!”
- Adianta o viver quando em alma é aprisionado numa cela?
Disse-lhe a chama que se apaga como sopro numa vela.
“- Não prazerá quando fores alvo do martelo que martela,
Imprudente chama que se apaga antes mesmo d’uma vela.”
- Nada é capaz de fazer-me importar com fofoca de janela.
Imprudente a chama que se apaga antes mesmo d’uma vela.
E vendo que de nada adiantava investidas contra ela,
Levantou sopro contra a chama que em tempos fora vela:
“- Eu não viverei por ditos tais que a boca descongela!”
Loucas chamas que apagadas nunca mais seriam vela.
Mas antes de tudo o que acabara fora a paixão de Daniela.
(Tenório Dantas)
1737
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Eduardo Rubião Ribeiro,
2 de abril de 2012
Venha participar do concurso de redação da Casa de Lápis
Você que acompanha a Casa de Lápis pelo Twitter ou Facebook, já deve estar ciente da nossa competição de redação para o formato conto, ela será periódica, por exemplo, a cada bimestre.
Funciona de forma bem simples, qualquer um pode participar e todos devem escrever um conto com os mesmos personagens e o mesmo contexto, inserindo assim, a sua peculiaridade literária na escrita.
SE VOCÊ QUISER PARTICIPAR MAS NÃO FOR MEMBRO CADASTRADO, FAÇA A PETIÇÃO NESTA POSTAGEM E SERÁ CRIADA UMA CONTA PARA VOCÊ PODER PARTICIPAR.

Regra geral
- Só leia o texto dos outros participantes, assim que entregar o seu.
- Poste até o dia 8 de abril de 2012.
- Evite textos longos.
- Pode-se usar qualquer estilo.
- Siga as regras propostas no tema.
- Insira o seu título personalizado para a história.
Após o dia 8 começará uma avaliação em que o candidato precisará votar em outro autor (que não seja o próprio) e justificar sua escolha.
Diretrizes da narrativa
- Dois amigos, Carmélio e Geraldo, pegam um empréstimo para montar uma empresa. (O autor define a missão da empresa.)
- Existe uma garota, chamada Margareth a qual interessa aos dois rapazes.
- O pai de Carmélio é secretário do turismo na cidade, e é corrupto, ajudou a financiar a empresa deles.
- No salão em que alugam para o negócio, no centro da cidade, há uma arma escondida atrás da pia do banheiro dos fundos. (Ela já estava lá? Se não, quem colocou?)
- No primeiro mês, eles são ameaçados pelo concorrente da frente e o negócio fatura mais do que imaginavam.
- Numa noite, some todo o dinheiro e sangue é achado no banheiro. A arma some.
Assim que as votações se encerrarem e ficar definido o vencedor, este, na próxima competição é quem irá definir o tema.
Comece a elaborar sua história. O que está esperando para abrir o Word? Em dez minutos você termina. Vamos lá.
1729
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Eduardo Rubião Ribeiro,
1 de abril de 2012
Esta foi uma brincadeira de 1º de abril.
Em alguns dias estaremos realizando um concurso de redação/conto e o improvável aconteceu. Ao saber de nosso concurso publicado na página da Casa de Lápis, o nosso mago Paulo Coelho (Sim!, o próprio) entrou em contato comigo nesta madrugada (em função do fuso horário, é dia na Suiça) oferecendo-se para participar da competição.

Cheguei a achar que era uma brincadeira, até o nosso maior escritor contemporâneo pedir meu número de celular e solicitar uma participação em nossa Casa de Lápis para divulgar trabalhos literários de origem brasileira, por escritores emergentes.
Paulo Coelho há quatro anos é presidente honorário da ONG Livro Digital e um dos maiores doadores do Projeto Gutemberg. Seu maior objetivo é acelerar o processo de leitura digital e integrar os novos escritores ao cenário brasileiro. Para você ter uma idéia, PC (como também é chamado) foi um dos responsáveis pela redução de impostos nos aparelhos de e-Reader como o Kindle, aparelho para leitura digital.
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1722
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Rommel Werneck,
31 de março de 2012

Os sonetos que declamei no belíssimo sarau da Vila Ema
NUNCA MAIS DESPERTAR!
Oh! Volta, volta, meu sublime sonho!
Quero me embalsamar aqui dormindo
Contemplando meu anjo puro e lindo
No momento mais lânguido e risonho!
Este êxtase perfeito, um gosto infindo…
Perdê-lo? Não, eu não quero, eu me oponho!
Eu bem sei que o momento mais medonho
É levantar ao Sol sobressaindo.
Eu descobri que a vida quer me ver,
Mostrar sua verdade só de dor
E a angélica criança me esconder…
Eu prefiro os meus sonhos ao luar!
E se for p’ra deixar o doce amor,
Então, não mais, nunca mais despertar!
STELLA MATUTINA
As estrelas são figuras do passado
Que adormecem pálidas pela manhã
E despertam lúgubres de cintilado
Predizendo em plenas trevas o amanhã.
E trajando um manto de nuvens eternas
Elas, santas, sacras, sábias da verdade,
Adornadas sempre por jóias supernas
Resplandecem mesmo na vil tempestade.
Mas ressurge estrela que as outras ofusca
Derrotando a chuva, derrotando a vida…
Nela cada estrela a luz suprema busca
Cada ser procura consolo, esperança…
E a beleza dela é tão grande e perdida
Que a mim seu sublime raio nunca alcança.
PÁLIDO PECADO
Oh! Pálido Pecado da gris Morte,
Numa misteriosa e bela dança!
O jogo dos olhares… Esperança!
O movimento quente, lindo e forte…
Oh! Pálido Pecado que em mim lança
Fascínio, sedução… Oh falsa sorte
Que me deixa sem luz, céu, vida e norte!
Maldita e imaculada! Triste dança!
Oh! Pálido Pecado… Juventude…
Dança, dança, divina grã-beleza!
Dança, dança, lasciva grã-pureza!
Dança sem fim, desejo atormentado…
Virtude escura… Pálido Pecado…
Oh! Pálido Pecado de virtude!
ROMMEL WERNECK
1718
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Rommel Werneck (São Caetano do Sul/ SP, 1987-) é fundador e diretor do Poesia Retrô, www.poesiaretro.blogspot.com , grupo de revivalismo literário, com Gabriel Rübinger. Expôs suas obras e palestrou em 2003 no Instituto Pão de Açúcar. Venceu concursos literários. Reside em São Paulo onde realizou saraus em 2010. Graduado em licenciatura plena em Letras (Português/ Inglês) pela UniPaulistana (2009) e formado em Desenhista de Moda e Vestuário pela ETE José Rocha Mendes (2006). Atualmente, dirige também o Picnic Vitoriano São Paulo, grupo de Living History e o blog 'Stamos Kilts!. Estuda latim, arte sacra e mitologia. Seu primeiro livro solo está em projeto.
Erick Decon,
30 de março de 2012
Um homem chegava a cavalo a uma bela cidade, cercada com paliçadas de madeira levantadas para uma guerra que nunca aconteceu. O homem entrou na cidade por uma passagem na estrutura de madeira, aonde havia muitas pessoas saindo e entrando com grandes carroças, lotadas de verduras, legumes e outros alimentos. O chão era feito de pedras, que ressonava com o barulho das vozes das pessoas que negociavam e trocavam produtos em meio a um calor seco, apenas apaziguado pelas sombras dos toldos e sombrinhas que alguns traziam consigo, o que às vezes dificultava o caminho do homem que calmamente desviava das pessoas e carroças paradas.
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1713
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Erick Decon


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"Quando há um problema, eu resolvo. Quando não há um problema, eu resolvo."
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Renato Reis,
29 de março de 2012

Apareceu-me assim, clara
Fez-me a alma toda sorrir.
E com sutileza rara,
Acordou-me do porvir.
Fez-me feio o que era lindo
Fez bonito o que não era.
Fez do outono primavera,
Do inverno, verão infindo.
Apareceu-me assim, clara
Fez-me a alma toda sorrir.
Em beleza, cativara.
E não quer de mim sair.
A flor desta tua imagem,
Cravou-se fundo em meu peito.
Agora, e sempre, em meu leito
Terei formosa miragem.
Apareceu-me assim, clara
Fez-me a alma toda sorrir…
E agora? Por que inventara
De fazer-me amor sentir?
Oh! Por que, formosa e clara?
Por que procedes assim?
Sendo o amor a rosa rara,
Por que colhera ela em mim?
Com o amor que me enviara,
Fez-me forte prosseguir.
A esperança renovara,
Fez-me a alma toda sorrir.
Apareceu-me assim, clara
Tornou-se logo meu verão.
E com sutileza rara,
Invadiu-me o coração.
(Arcanjo de Oliveira)
1710
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Raphael M. Zinsly,

Capítulo V: “Mundo Real”
- É como eu imaginava.
Lufus se via num beco. Estava agora na terra dos humanos, acompanhado de Jasira.
Era noite, a lua não brilhava muito, a maior parte da luz noturna era artificial. O beco era o local mais escuro dali, onde as luzes dos edifícios, postes, casas e os faróis dos carros não atingiam muito. Podia se ver uma rua dali, o beco dava nela, ele era bem estreito, porém ultimamente andava movimentado. A parede do outro lado emanava uma energia, Lufus via que se ele tentasse atravessar voltaria ao portal que o trouxe.
- Olhe! – Jasira chamou sua atenção.
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Além do Fim, Literatura Tags:
Além do Fim, Capítulo 5, Demônios, Fantasia, Guardiões, histórias, Literatura, Mundo real, Rajnt, romance
Eduardo Rubião Ribeiro,
27 de março de 2012

Leia as partes anteriores
Parte I
Parte II
Parte III
Dilastácia contra o Império do Pó – Parte IV
Capítulo 8 – Perdidos na selva
— Vamos precisar usar estas botas e estes casacos. Pegue a mochila. — Disse Adrinete.
— Não vou usar essa bota, meus calçados são resistentes o suficiente. — Frisou Educabulco. — Tem alguma faca ou algo similar por aqui? — Perguntou. CONTINUE lendo…
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Erick Decon,
23 de março de 2012
- Alto lá – disse o guarda dos portões da cidade de Tartus – A cidade está interditada.
- Mas é o único caminho disponível, Guardião.
- Não posso permitir transeuntes.
- Por qual razão? Até parece que a cidade está sem rei.
- Temos um Rei, é claro, do contrário eu não estaria aqui.
- Perdão, eu vim de Solima e o Imperador está morto. Era uma piada.
- Não achei graça.
- Preciso passar pela cidade… Por quê você não fica com meu cavalo Britano?
- Não tente me enganar forasteiro, entendo de cavalos e esse é um cavalo de Corã. Posso ver pela coloração marrom.
- Que besteira minha tentar enganar um Guardião. Ainda assim, é um bom cavalo não?
- De fato. Bem, se deixa-lo comigo, você pode entrar na cidade.
- Era só o que eu precisava escutar.
O homem tirou seus pertences do cavalo, deixando apenas as rédeas e o entregou para o Guardião. Ele agradeceu e tentou subir no cavalo, mas a armadura limitava seus movimentos e parecia ser ligeiramente menor do que o tamanho de seu usuário, que acabou por permanecer aonde estava, segurando o cavalo, um pouco constrangido. Depois disso o homem seguiu para dentro do portal da cidade, feito de pedra e argamassa, como toda sua murada. Passeou pelas ruas arenosas, desviando de corpos que jaziam no chão das ruas, entrou em casas que haviam pegado fogo, sobrando apenas a vaga lembrança da estrutura de madeira escura e o cheiro de cinzas jogado pelo vento. Dentro delas não tinha muito, certamente foram saqueadas, provavelmente antes do fogo.
Juntou um punhado de cinzas e guardou em um pote de vidro pequeno e achatado que trouxera em sua sacola. Se sentia mal pela cidade, sentia o coração pesar em uma parcela de culpa. Adentrou mais na cidade até achar o que deveria ser o centro, viu um grupo de homens, enchendo um carro puxado por dois cavalos com pertences de casas que não foram consumidas pelo fogo. Se aproximou dos saqueadores e perguntou o que faziam, todos olharam da onde veio a voz, mas não esboçaram reação até que um deles puxou uma espada e disse:
- Isso aqui já é nosso, vá procurar o seu quinhão.
- A quanto tempo essa cidade foi destruída?
- Devem fazer uns 8 dias, mas as notícias correm depressa, pelo visto.
- O Rei de Tartus estava morto há mais tempo. O que você ouviu falar?
- Isso não lhe interessa.
O saqueador avançou para uma estocada com sua espada, mas o homem desviou e pegou-o pelo braço, fazendo-lhe uma torção e colocando-o de joelhos em uma fração de segundo. Ordenou para o saqueador largar a espada, mas ao invés disso ele procurou algo no cordão da calça. O homem viu algo prateado e largou o braço do saqueador, colocando rapidamente suas mãos ao redor de sua cabeça e à torcendo para trás com um barulho grotesco, vindo dos ossos e das cordas vocais do ladrão.
Os outros ficaram aterrorizados com a cena, colocaram os pertences que estavam em suas mãos no carro e partiram dali. O homem desconhecido retornou pelo mesmo caminho de onde viera. Cruzou o portal novamente e lá estava o Guardião, suando e com uma fúria evidente. Ele estava tentando tirar a armadura, sem sucesso.
- Qual o problema Guardião? Não consegue tirar a armadura?
- Por que você está de volta?
- Encontrei com seus amigos saqueadores. Acho que foi estupidez te deixar de guarda, logo que as pessoas entrassem na cidade, elas veriam que não restou nada e voltariam para reclamar seus pertences. Mas deve ter sido só para se livrar de você mesmo, já que eles foram embora.
- Mas o quê? Merda… Como sou idiota. Mas você caiu! Deixou seu cavalo aqui!
- Guardiões têm suas armaduras feitas especialmente para eles. Você está um pouco mais gordo do que o homem que roubou e sem ajuda, nunca conseguiria tirar isso, achei que era o poste perfeito para deixar meu cavalo enquanto reconhecia o terreno.
O falso Guardião não tinha mais palavras na boca, mas seus olhos se enchiam de fúria. Disparou sobre aquele homem, que chutou seu peito quando chegou perto o suficiente, caindo de costas. Se virou de lado para se levantar, mas o homem pisou em suas costas o impedindo de completar sua vontade.
- Você deve ter ouvido histórias do que aconteceu por aqui. Se me contar o que ouviu, pouparei sua vida.
- Vá à merda!
O homem tirou seu pé da armadura do salafrário e se dirigiu para seu cavalo, colocando suas coisas de volta e montando nele enquanto o outro se levantava e recuperava o fôlego do esforço. Se virando para o falso Guardião disse:
- Sabe, você não vai conseguir tirar essa armadura sozinho e sem um meio de transporte, morrerá de sede por aqui.
O falso Guardião avançou para o cavalo com os punhos cerrados, mas o homem montado deu algumas voltas nele, demonstrando grande controle do animal, ao mesmo tempo que desviava de suas investidas que não teriam agilidade sem armadura, muito menos com uma. Depois de praguejar e dançar tentando alcançar o cavalo e seu dono, caiu no chão pelo cansaço. O homem montado também desistiu da informação, mas disse uma última coisa para o homem de armadura: “Aliás, esse cavalo é Britano”. Assim, começou a cavalgar de volta à cidade, indo em direção à Nicosa, aonde outro Imperador havia morrido, mas com menos esperanças de acha-la próspera.
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Erick Decon


Mantem seu blog, Decon Space e escreve o que acha que deve.
"Quando há um problema, eu resolvo. Quando não há um problema, eu resolvo."
Raphael M. Zinsly,
22 de março de 2012

Capítulo IV: Hora de Ir
- Falta mais uma coisa. – Disse Seth.
- O que?
- Vocês terão de me tocar.
- Só isso?
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Renato Reis,
21 de março de 2012

Quem é você, que sempre, ao anoitecer
invade meu quarto, envolve meu corpo
e num súbito instante, faz-se de morto,
para logo saltar, fugir, desaparecer?
Você, que a mim impossível é conter
a ansiedade. E os dias passo torto,
contando o tempo, de tudo absorto.
Já não consigo mais a mim só viver.
Embora eu não saiba o seu nome,
a você, há algo que eu gostaria de dizer
Saiba que o que me faz ainda existir
é esta certeza de que quando a noite cair
Eu vou te procurar, seu quarto invadir
Seu corpo envolver, sua alma partir.
Meu coração partir.
Para logo saltar, fugir e desaparecer.
(Tomás Bragança)
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Eduardo Rubião Ribeiro,
15 de março de 2012
Algumas alterações na Casa de Lápis nesta quinta-feira! Agora você pode avaliar as postagens clicando nas cinco estrelas logo abaixo de cada postagem, as melhores avaliadas são mostradas no painel lateral.
Você também encontra um pequeno ranking dos autores, as últimas postagens para você alternar por elas a cada momento além das postagens mais vistas.
Temos também agora uma mini-biografia abaixo de cada postagem.
Boa diversão!
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novidades
Eduardo Rubião Ribeiro,

Leia a primeira parte da história:
- Capítulo 1 – Após o “Feliz para sempre”
- Capítulo 2 – Lorenstência em Agrolândia
- Capítulo 3 – A investida de Roscolouco, o animal
Leia a segunda parte da história:
- Capítulo 4 – A vida de Dilastácia na cadeia
- Capítulo 5 – Uma guerra se inicia?
Capítulo 6 – Uma busca complicada
O mascarado havia chegado tarde, já era quase dia quando chegou à casa de Adrinete pelo telhado e encontrou-a chorando junto ao garoto, filho de Lorenstência na varanda da casa, quando o avistou.
— Quem é você? — Indagou Adrinete, assustada. — Chamarei a polícia.
— Espere! Não faça isso, me diga o que aconteceu. — Enfatizou o mascarado, retirando o pano que cobrira seu rosto, em sinal de confiança. Adrinete se espantou ligeiramente e se acalmou como se pudesse confiar.
— Minha prima Lorenstência desapareceu! Sou roupa, sandálias, está tudo no quarto, ela só pode ter sido raptada.
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Raphael M. Zinsly,

Capítulo III: Diálogos D’Outro Lado
A sala era clara, tinha um tom amarelo claro que aumentava a luminosidade. Havia alguns quadros nas paredes com imagens de paisagens limpas. O chão era um tatame, qualquer um diria que era uma academia de artes marciais, era esse o disfarce.
Um homem de kimono estava sentado no chão de pernas cruzadas, um jovem senta a sua frente.
- Acho que está na hora. – Diz o jovem.
- Hora? – pergunta o velho
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Eduardo Rubião Ribeiro,
14 de março de 2012
A Casa de Lápis vem se consolidando com o nosso belíssimo trabalho: Eu, Renato Reis, Rommel Werneck, Lalia Suassuna, Erick Decon, Raphael Zinsly.
O material produzido por estes pensantes é de suma importância para a Casa de Lápis e poderíamos usar estes materias em novas mídias como a leitura digital e offline.

Os formatos PDF e ePub são excelentes para ebooks até, inclusive, para você ler no teu tablet ou celular, além de poder agraciar nossa obra no teu computador enquanto não estiveres conectado à internet ou para proporcionar um maior conforto a leituras mais longas.
Isso facilitaria a publicação futura da obra por parte de alguma editora, por exemplo, além de ser um modelo portável e multi-plataforma para o ambiente digital.
Por exemplo as coletâneas de poemas do Renato e do Rommel, coletânea de contos do Decon e das reflexões de Lalia, a publicação de histórias mais longas como as minhas e do Raphael, entre outros.
Gostaríamos de saber a vossa opinião sobre a exposição do material da Casa de Lápis em ebooks.
Gostaria de ver uma seção de downloads de ebooks na Casa de Lápis?
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opinião
Erick Decon,

- Ele iniciou sua campanha por Borgia, assassinando o Escorpião Rei.
- Escorpião Rei estava em Borgia? Ele pertence as terras áridas, não à floresta de pedra.
- Sim, meu senhor, mas o Assassino é astuto, espera o momento em que sua vítima está mais despreparada e ataca.
- Eu estava preocupado, mas suas histórias me alarmaram ainda mais.
- Não é preciso alarme, meu senhor, você me contratou para protege-lo e é isso que continuarei fazendo.
- Você está me custando muito, mas se for necessário para proteger minha vida, gastarei o que for preciso.
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Erick Decon


Mantem seu blog, Decon Space e escreve o que acha que deve.
"Quando há um problema, eu resolvo. Quando não há um problema, eu resolvo."
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Literatura, Um anônimo Tags:
Renato Reis,

[CONSCIÊNCIA]
- Depressa! Não percas tempo.
Que o vento logo passa.
Deixes logo de ser caça.
Cries logo teu momento.
[CORAÇÃO]
- Quieta! Sintas o vento.
Ainda agora ele se nota.
Calma que inda há tempo.
E tão logo não se esgota.
[CONSCIÊNCIA]
- Tolo! Saibas do tormento
que assombra alma e desgraça,
transforma sonho em fumaça,
dos que correm muito lento.
[CORAÇÃO]
- Não te oprimas: sou atento.
Meu relógio acerto tem:
não atrasa. Sou isento
de perder hora, também.
[CONSCIÊNCIA]
- Pois bem: avisado estás.
No momento em que te vires
só, perdido e sem ação,
Lembra-te, ao menos, de sentires
a consciência do teu coração.
(Tenório Dantas)
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Eduardo Rubião Ribeiro,
13 de março de 2012

Um professor de história tem a difícil missão de dar jeito em três delinqüentes que causavam terror num colégio interiorano. Ele propõe o uso do esporte, mas, como se comportará três delinqüentes juvenis na presença de alunos normais?
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contos