Sobre garotos e homens

“Homens” são barbados.”Garotos” tem espinhas.Essas são definições comuns de ambos,porém,no meu ponto de vista,ser homem ou garoto tem mais a ver com estado de espírito do que com hormônios.Conheci vários (mas não todos)seres do sexo masculino em diferentes momentos da minha vida.Apartir dessas experiências,quero mostrar meu ponto de vista sobre esse “bem necessário”.

Adulto com alma de “garoto”:É responsável,sabe oque dizer para encantar uma menina,mas prefere mulheres,que se atraem pela sua barba,sua voz grossa e olhar sedutor,mas não tem pasciência com seus joguinhos de garoto tímido e indeciso.Poderiam apresenta-lo aos meus pais,mas não conseguiriamos passar uma tarde de chuva sentados no chão da sala conversando sobre a vida.Ele ainda não aprendeu a ouvir.

Adolescente com alma de “garoto”: Cara de pau,convencido ou timido demais(isso dependerá de sua aparência fisica também),faminto,não no sentido de fome de comida e pronto pra arriscar tudo por pura aventura.Não tem preferência entre meninas ou mulheres,mesmo porque ainda não vê diferença.Ele é um jogo rápido:superficial demais pra valer a pena insistir,prazeroso demais para não ficar,pelo menos uma noite estrelada,vendo-o se perder nas minhas curvas.O amanhã com ele não existe.É esperto,pois vive o hoje.

Adolescente com alma de “homem”:Sabe oque as mulheres querem ouvir,mas muito novo para que elas reparem nele.Fica então com as meninas,gosta de sentir que pode cuidar delas.Ele passa confiança,me come com os olhos ,na delicadeza ou na voracidade que minha presença lhe desperta;é divertido,por vezes até ingênuo,mas sempre com aquela malícia de garoto.Novo demais para quere casar,maduro demais para suportar a tribo dos que “ficam”Perfeito para conversas (longas ou curtas), é sempre um prazer ouvi-lo e ser ouvida por ele,numa noite de chuva ou numa tarde de sol bem quente.É misterioso na medida certa para me fazer querer voltar sempre.Doce e carinhoso o bastante para me fazer entregar meus maiores segredos.

Homem com alma de “homem”:Desde sempre,é um patriarca.Cuida de todos.Busca a experiência das mulheres mais velhas,mas,mesmo que em seus sonhos,se atrai pela fragilidade e juventude das mais novas.É o pilar central da família,se mostra forte o tempo todo.Perfeito para chama-lo de “pai dos nossos filhos”,de “avô” e de “papai”.Mesmo que não adimita,gosta de ser o dono da razão.A sua mulher,oferece amor;as moças,oferce sexo.Esqueceu como é juntar os dois.

Não poderia dizer qual deles é o melhor.Gosto de todas as “misturas”,pois em cada fase da vida,um deles é sempre irmão,amigo,amante ou inimigo preferido.Não procure controlar os homens;cresça com eles e aceite oque cada um pode te oferecer.

Os tipos de mulheres

“Quando você define algo,gera um tipo de limitação. Estereotipar mulheres (ou homens) não é fácil,sempre tem as que fogem da regra,ou simplesmente ‘mudam’ de comportamento do nada.Não pense que porque eu sou mulher até que se prove o contrário foi tarefa simples…mas chega de enrolação!Vamos ao que interessa…

Li muitos posts  reportagens,falando de mulheres..achei desde a Mulher PowerPoint: Ideal para apresentar a pessoas em festas, convenções e etc.(http://www.ruanceli.com/blog/just4fun/os-15-tipos-de-mulheres-geek) até a Mulher Jiló : é horrível, mas você conhece alguém que come.(http://smokingpot.org/post-machista-os-diferentes-tipos-de-mulheres/).Mas,simplificando,dentre esses inúmeros “tipos” ,percebi que existem duas classes dominantes:as que Você Depende e as que Dependem de Você.

 A mulher que Depende De Você é a favorita entre os homens.Isso porque é da natureza do homem querer cuidar da mulher,protege-la,ou até mesmo ,no caso dos machistas,mante-las sob seu domínio.Elas podem ser boas,más,podem ser sua filha,sua mãe,sua colega de trabalho,sua amante..basta que ela dependa de você.O  relacionamento com ela é uma troca : você faz para ela não precisar fazer, ela não faz porque prefere mostrar que precisa de você.Ás vezes essa atitude nem é consciente.No lado positivo,o homem se sente útil e a mulher se sente amada.No lado negativo,o homem se sente cobrado e dono,e a mulher não tem autonomia nenhuma.

A mulher que você depende é amada sim,e muito.Tanto faz,mais uma vez, oque ela seja sua:oque importa é se que ela cuida de você de algum modo (financeiramente, emocionalmente, sexualmente).Esse comportamento nem sempre é bem aceito,pois os homens ficam um pouco ‘perdidos’, vai contra sua natureza ‘ser cuidado’ e depender de uma mulher na fase adulta.O relacionamento com ela é uma competição,seja ela sadia ou não(ai depende da afinidade de vocês),pois ambos querem mostrar que são capazes de fazer tudo sem pedir ajuda.No lado positivo,temos um relacionamento onde as pessoas são independentes,e a mulher é como uma ‘parceira’,e cada um tem a liberdade de buscar seus ideais individuais.No lado negativo,temos uma competição sem fim  para saber ‘quem manda na relação’.

Como ,então,eu saberei qual a ideal para mim,Jéssica?E ela existe?Bem,existir ela existe..mas é uma matéria prima que precisa ser moldada.O melhor é buscar uma mulher que fique do seu lado (tanto faz se direito ou esquerdo).Nem na sua frente nem atrás de você no bom sentido.A maneira de molda-la é pelo diálogo.Do mesmo modo que alguns hábitos ruins dela devem ser observados com atenção,você também deve ser observar.Cobrar é muito fácil,quando você não está na pele do outro.

Meninos,vamos buscar sempre a mulher gostosa..não a no sentido de ser boazuda,mas sim de ser feita a seu gosto,com as qualidades que você prima e os defeitos que você sabe aceitar.Porque se você não está pronto para conviver com as diferenças de opinião e os erros das outras pessoas,peça para sua mãe se não tem um jeito de você voltar para a barriga dela e ficar por lá.

Como irritar um psicologo

Após o sucesso de “como conquistar uma garota comunista” texto de Rubiano Hermoso aqui da Casa de Lapis, eu lhes apresento passos para algo bem mais inútil.

1 – Diga que ouve vozes (com uma cara séria). Quando lhe perguntarem o motivo ou quando isso acontece, diga: “Toda vez que eu atendo ao telefone”.

 

2 – Quando for à sua primeira consulta diga que não possui problema algum e que seus amigos fadas e duendes até o aconselharam a nem ir nessa consulta.

 

3 – Após solucionar um caso e encontrarem uma solução, diga que agora está tudo bem, então vire-se para o lado e diga: “Tudo resolvido, certo, Charles?”. Insista que esta pessoa existe.

 

4 – Diga que vê pessoas mortas, caso pedirem-lhe um exemplo , diga: “Ontem por exemplo, quando fui ao enterro do meu tio avô Ernesto”. (tia, tia avó, primo, quem você quiser matar.)

 

5 – Invente palavras malucas e ao conversar com seu psicólogo, use-as em vez de seu vocabulário normal. Exemplo: “Ontem eu estava tão gnork que splotrok”.

 

6 – Caso você for adolescente, diga estar achando que vai virar um alienígena, porque pontinhos verdes aparecem do nada em seu rosto.

 

 

7 – Com feição de paranóico e assustado diga coisas do tipo: “Ele virá me pegar”. Quando lhe perguntarem quem, diga: “Meu pai depois da consulta”. (Se quiser coloque as frases no plural).

 

8 – Tire fotos fingindo estar abraçando alguém ou fingindo que está com alguém e mostre as fotos ao seu psicólogo, dizendo os nomes dos seus amigos “invisíveis”.

 

9 – Diga que pode prever as coisas, diga que pode ver em sua mente tudo o que irá acontecer no dia de ontem, e insista.

 

10 – Dependendo da hora de sua consulta, coloque seu celular para tocar no meio dela, antes do celular tocar diga que prevê as coisas e diga que seu celular irá tocar em “por exemplo, 1 minuto” ou “por exemplo, às duas da tarde”.

 

11 – Quando seu psicólogo estiver tratando de algo sério, faça caretas estranhas e diga que espíritos estão tentando entrar em contato com você.

 

12 – Quando lhe pedirem atenção ou dirigirem-se à você, diga: “(O seu nome, “João”) não está mais entre nós, agora eu (invente um nome estranho, “Zitron”) estou no comando de seu corpo”. Ou diga “Ele está fora de área, tente novamente mais tarde ou deixe seu recado após o sinal”. Faça o barulho do sinal e após isso diga: “Gravando mensagem”.

 

13 – Diga que seu amigo imaginário Charles está dizendo que gostaria de participar da consulta também, mas ele quer fazer o papel do psicologo.

 

14- Conhece um personagem de um dezenho do Pato Donald, o Aracuan? Se não conhece, procure desenhos dele na internet e cante igual ele durante a consulta.

 

15- Diga que você pode ver pessoas estranhas, e quando ele perguntar onde vc as vê, diga que toda vez que sai na rua.

 

16 – Interrompa uma explicação dele rindo e diga que seu amigo Charles está te contando uma piada.

 

17 – Se ele disser, “vou ser franco com vc” diga a ele ” E eu vou ser quem?” Posso ser o psicologo?

 

18 Quando ele insistir para você falar si, diga bem sério : “Sabe, Doutor..não me sinto á vontade para me abrir com quem eu não conheço” ou então ” minha mãe sempre me ensinou a não falar muito com estranhos..e o senhor é estranho.”

oh simplicidade…

Quando tinha 12 anos, esperava ter um namorado algum dia. 

 


Quando tinha 13 anos tive um namorado, mas não tinha paixão. Até porque, agente nem sabia oque era isso.


 

Então percebi que precisava de um homem apaixonado, com vontade de viver.

 


Encontrei um,quando tinha 18.Ele amava mais uma outra coisa do que a mim..e o amor a essa outra coisa me mostrou que ele n tinha muita vontade de viver.


Precisava de um homem que me amasse acima de tudo.


Com 19, encontrei um, mas era emocional demais.


Tudo era terrível, era o rei dos problemas, queria chorar o tempo todo e ameaçava entrar em depressão.


Descobri que precisava um relacionamento estável.


Com 20, encontrei um menino de 16 anos bem estável, mas chato.


Era totalmente previsível e nunca conseguia me excitar com ele. A idade dele me broxava.


A vida tornou-se tão monótona que decidi que precisava de um homem que tornasse minha vida mais animada e empolgante.


Eu já sabia desse a um tempo. É divertido divertido e eletrizante, mas sem futuro.Não quero ter que dividi-lo com a namorada dele.


Hoje, gosto de homens de olho verde… E só!


Nada como a simplicidade…


Inspirado do texto original de Luis Fernando Veríssimo- “Nada como a simplicidade”

Gelatina e o sapatinho

Gelatina

Joanice Berenice da Silva Alcântara Pilão de Oliveira Nunes  era uma pobre menina delicada, insegura como só ela. Era conhecida na vila em que morava como “Gelatina”, pois sempre que tinha uma decepção amorosa, prostrava-se debaixo da cama a comer gelatina sem parar, ou algo parecido.

Como todas as garotas de sua idade tinha um sonho, encontrar um homem sem nome, que viesse sem capacete numa moto custom branca empunhando uma caixa de bombons lhe dizendo que o eterno amor a encontrara.

Gelatina chorou a manhã toda, naquela quarta-feira muito ensolarada, estava se preparando para o baile de aniversário de quinze anos de sua Best Friend Forever Juliana Casca-grossa. Não estava chovendo, mas, ela teve a impressão de ver um raio caindo perto de sua casa, e sentiu que alguma coisa diferente a tomaria aquela noite.

A noite chegara, Gelatina havia se preparado como nunca para aquele evento, havia comprado um par de sapatinhos brancos sob encomenda, já que calçara o tamanho 43, tamanho anormal para uma garota de apenas 13 anos.

Naquele instante observou algo diferente enquanto caminhava para o salão de festas, um homem, sem capacete numa mobilete pintada de branco com uma caixa de bombons na mão. “O que seria aquilo?” pensou, mas, numa mobilete? E magro daquele jeito? Será que ela havia se comportado bem aquele ano para ganhar um presente realmente bom? Não tinha a resposta.

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Quando a mulher não quer ser a mocinha

Não se fazem mais mulheres como antigamente. Elas perderam aquele charme e delicadeza das divas dos filmes dos anos 60 e só querem saber de Facebook. Te olham nos olhos só quando querem parecer convincentes nas mentiras, andam de mãos dadas com o namorado só para mostrar as rivais que ele a pertence. Alias, o mundo está uma longa e bela disputa de poder feminino. Todas querem ser as melhores profissionais, as mais lindas, as melhores nos passos de dança, a que mais apareceu no álbum de fotos da balada…elas não sabem mais perder e jogam sujo para ganhar.
A coisa só piorou com essa historia de “liberdade sexual”. Agora elas só querem transar e não fazem mais questão de saber nem seu nome. Se perguntarem, é só pra poder transar na semana que vem. Elas mentem cada vez melhor.Vai contar para as amigas de você, bem e mal. E sempre vai dizer que você está loucamente apaixonado por ela.
Enquanto elas dominam o mundo, a sua cabeça e as suas fantasias, você fica sonhando em apresenta-la para seus pais, fica pensando em comprar uma casa pra morar com ela…e ela está mandando fotos sensuais para um “amigo” dela, que fala tudo aquilo que ela quer ouvir. Tudo oque ela quer é se sentir desejada , não quer mais amor. Você quer dar o amor que acha que ela precisa, que você aprendeu vendo as novelas que a sua mãe assistia, mas ela parece não aceitar. Não dá para saber se está agradando, cada vez ela domina mais suas ações com aquele sorriso lindo.
Essa criatura, no seu ponto de vista, é linda, forte, especial, exitante, inteligente. Ela te acha fraco, mal vestido, chorão, sem personalidade e grudento. Agora ela mente e oculta informações.
Um dia, ela te magoa e você percebe o quanto é bobo. Mas não vai terminar com ela porque diz que a ama e que ela é a mulher da sua vida. Ela está torcendo para você conseguir o estagio na multinacional e trocar de carro.
Vinte anos depois, vocês casaram. Não transam mais, ela só quer ir para a academia e se exibir para os garotões da musculação. Você está apaixonado pela filha do seu colega de trabalho, quinze anos mais nova. Começa ir ver a garota sair do colégio, se encanta pelo sorriso lindo que ela tem, pela ingenuidade dos olhos dela. Ela te dá bola, um dia vocês saem para almoçar depois que ela sai do colégio. A garota, doce a ingenua, te diz que se não começar a dar a ela tudo que ela pedir, vai contar para o pai dela e para sua mulher.
A mulher , a garota, a menina de vinte anos atras, quando vocês começaram a namorar, estão todas mudadas. Não são como a sua mãe ou a sua vó. E você enche a menina de presentes e continua com a sua mulher, que te trai com o garotão da musculação. Mas elas te olham com aquele olhar doce, profundo e carente , que te faz perceber que elas precisam muito da sua proteção, do seu cuidado.
Com os quarenta batendo à sua porta,você reencontra sua melhor amiga da escola. Separada, com dois filhos casados, ela mora logo ali, voltou de Londres esses dias. Ela te convida para jogar video game na casa dela, como faziam na época da escola, e você aceita. Descobre nesse dia que vocês se amam “desde aquela epoca” …mas você ama demais sua esposa para se separar dela. Sua amiga volta para Londres. Você volta para sua vida, vai pagar as contas, os cartões de credito…e fica vendo a vida passar desse lugar apertado e incomodo que você escolheu para si.

CONVOCAÇÃO: EXPOSIÇÃO DE POESIA RETRÔ

Muitos aqui já me conhecem do blog Poesia Retrô e é com muito regozijo que convoco os interessados para participar da II Exposição de Poesia Retrô que será realizada no evento gótico Alquimia em sua edição de setembro.

Os interessados devem escrever na proposta e  ler tudo AQUI

Sobre Carecas e Golpistas

Uma bela mulher loira se aproximava do altar, estava em seu vestido branco, movendo-se como se flutuasse em direção ao noivo que vestia um terno preto e tinha os cabelos penteados para trás, mostrando que a calvície não seria um problema quando chegasse a velhice. A igreja possuía grandes vitrais que permitiam a luz passar, tonando o ambiente bem iluminado para as fileiras de testemunhas que acompanhavam a cerimônia sentados nos bancos. A noiva atinge o altar e dá as mãos ao homem com um grande sorriso no rosto, revelando seus dentes brancos após tantas pastilhas de branqueamento nos meses anteriores. Eles se conheciam há pouco mais de um ano, mas sabiam que era amor.

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Iasmin e Julia – O cemitério oculto (II)

Palavras: 1945
Páginas: 9 (A5)
Autor: Rubiano Hermoso
Gênero: Suspense/Comédia/Drama
Motivo: II Concurso de redação
Data: 6-23 de julho de 2012

Era uma vez uma escola muito engraçada e nela estudavam as duas mais curiosas garotas de quinze anos que se possa imaginar. Iasmin e Julia estavam entediadas naquele tarde nublada de sexta-feira. Poucos alunos haviam comparecido e enquanto aguardavam pela aula de história, a segunda, daquela monótona semana, resolveram juntar-se com os amigos e conversar juntando as mesas.

— Será que é verdade o que a Chiquinha anda dizendo? — Perguntou Talita Gertrudes, a caolha.

— Mas, o que a Chiquinha anda dizendo? — Rebateu instantaneamente Julia, que de tão curiosa quase caiu da cadeira.

Iasmin havia interrompido sua história de ter vindo a pé enquanto era seguida por um moleque fedorento apenas para dar atenção aos dizeres da caolha.

— Chiquinha nos contou que nossa escola foi construída em cima de um cemitério indígena. — Explicou.

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O Brasileiro que Inventou a Lâmpada

 

Ladislau sempre fora um sujeito diferenciado. Desde pequeno, quando ainda morava na pequena cidade de Braziléia, no interior da Bahia, o menino já demonstrava não ser mais um simples sertanejo fadado a tocar gado ou qualquer outra coisa que o valha.

Ao contrário do exemplo da maioria dos jovens – e cabe aqui dizer se tratar de uma maioria composta de pouquíssima gente -, Ladislau buscava o prazer de suas horas de ócio na contemplação, ponderação e estudo geral de todas as coisas que o cercavam. Enquanto gente de sua gente na mais tenra infância brincava de esconde-vareta no meio do canavial, o jovem Islausinho (como era chamado por familiares) encontrava graça no simples observar do andar cadenciado das formigas.
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Tragédia da Comédia: Capitulo 2 – Battery

(Lembra-se do ultimo capitulo?Nem leu? Então leia! http://casadelapis.com/blog/08/05/2012/tragedia-da-comedia-capitulo-1-the-memory-remains/
Pois bem, Adna é uma pessoa ai como outra qualquer, que se interessou pelo amigo de um ex-namorado. Descobriram que tinham tudo a ver,porém o rapaz tinha namorada. Adna cansou do “banco de reservas” e desistiu de Basílio. Saiu um pouco para se distrair e…)

Enquanto andava a tarde, Adna pensava oque afinal poderia fazer.Sacou o celular do bolso e ligou para Marcelo, um amigo gay. Duas horas depois eles estavam no trem, com destino á Rua Frei Caneca, em São Paulo. A casa noturna escolhida era um casarão de três andares, com ares de pub inglês.

-Está gostando daqui?- Indagou Marcelo, com a empolgação de criança com um taco de golf numa sala cheia de vidros.

Adna olhou ao redor. Luzes vermelhas e brancas, um palco no canto do salão, duas lésbicas drogadas se beijando, uma moça careca toda vestida de preto sentada com um amigo que não parava de a olhar e muitos, muitos gays dançando.

-Gostei sim, aqui é bem diferente dos lugares que eu ia…-e o sarcasmo escorria nessas palavras de Adna.

Eis que surge a “banda” da noite. Uma mulher de cabelos curtos com sua guitarra e um baterista. Quando Adna colocou os olhos nos olhos verdes e grandes do baterista, toda tristeza por Basílio tinha evaporado.  Os dois se entreolharam a noite toda, enquanto o sujeito tocava. Lá pelas 4 da manhã,  terminada a ultima apresentação da “banda” , o rapaz anda em direção a mesa de Adna. Marcelo dá um sorriso de “ah, eu sei oque você vai fazer com ele..” e sai da mesa.

-Qualquer coisa me liga, bi…vou ferver um pouco – e Marcelo saiu radiante pela casa.

-Oi.

-Oi.

-Como você se chama?

-Adna. E você?

-Gabriel.Vamos conversar num canto mais tranquilo?

-Vamos.

Mal chegaram no canto, já tinham se beijado. E nisso ficaram pelas próximas horas, até o segurança pedir-lhes que saíssem, já que a casa estava para fechar.

-Quer ir para a minha casa?- Balbuciou Gabriel , ofegante.

-Não posso…estou com meu amigo, não vou larga-lo sozinho para voltar. Me passe seu numero de celular e nos falaremos.

A verdade é que Adna estava morrendo de medo de Gabriel ser um traficante de orgãos que a sequestraria e venderia até suas obturações. Em nenhum momento a razão de Adna se perdeu, era racional até quando acreditamos que não seria possível. Mas tinha mais de paranoica que de racional.

Gabriel ainda tentou insistir mais um pouco para leva-la, mas percebeu que a madrugada encerrava ali.

-Adna, quando agente pode continuar de onde paramos?

-Eu te ligo, fica tranquilo.Agora vou indo.

A duras penas se “desgrudaram” e se despediram. Adna resgatou seu amigo do sofá , que lá estava com mais um rapaz , e se foram para a estação de metrô. Adna só pensava em tudo que sentiu com Gabriel naquele curto espaço de horas.

No dia seguinte, Adna não ligou ,afinal, ia parecer que ela estava desesperada. Melhor esperar ele ligar,até porque, ele estava completamente maluco por ela, certo? Bem, não tinha como saber,mas o fato é que ele não ligou. Nem no dia seguinte na semana seguinte. Um rapaz tão bonito, tão agradável, tão “bem disposto” e baterista – portanto deveria conhecer uma “Adna” diferente por noite – nem teria dado importância para retornar a ligação. Afinal, porque ele retornaria?

“O fato é que boa parte dos humanos tem a mania de, no primeiro contato com um possível pretendente, projetar todas as suas expectativas ali, enxergando as qualidades que anseia num parceiro. Quando essa expectativa por algo que talvez nem fizesse parte da personalidade do pretendente não é realizada, o “apaixonado decepcionado” fixa no seu sub consciente aquela experiencia para,numa próxima vez, se sabotar pelo mesmo motivo:recria as expectativas e se depara com os mesmos defeitos encontrados na ultima vez”. Adna lia esse trecho na internet, sobre “expectativas frustradas” enquanto fazia pequenos tsurus para presentear uma professora. Parou um momento e pegou o celular nas mãos. “Será que eu ligo? Será que ele não está esperando EU ligar?”

Após uma pausa, completou: “É…não vou ligar não.”

Mal o celular repousou no seu colo, recebeu uma ligação. Estava identificado como “numero restrito” na tela. Adna pensou se por acaso, seria Gabriel. Atendeu o celular….e a bateria resolveu acabar. Para prosseguir, vamos ter que esperar o celular carregar.

Até o próximo capitulo.

 

Dos sonhos que se Vão…

 

Caminha, aveludado veneno ventoso.
Caminha… não vê que o vermelho de teu sangue
É verdade apenas à quem te verifica?

De viés, veja o velório das minhas virtudes
Junto ao velório da esperança de tua vinda.
Veja o verão dar lugar ao outono.
E minha veneração virar vil vacina contra vertigem.

Caminha! Vê vazar a dor desvairada!
Caminha, que só de perto a vida te avista!

Não viu que o sussurro que acende a vela envernizada
é uma via de mão dupla?
E o mesmo que acende a chama vívida da esperança tola
é o que por uma vileza qualquer pode vedá-la?

Caminha… mas não repara no vão imenso que vingará
E na vã tentativa de ocupar o vazio de você.

(R. R.)

Iasmin e Julia – A Casa Vazia (I)

Era uma vez uma casa muito engraçada, não tinha teto, não tinha nada.

Mas, não era nada engraçada para Iasmin e Julia, que todos os dias ao voltarem da escola se deparavam com a mais assombrosa casa do beco da vila em que moravam.

Julia e Iasmin - A Casa Vazia

Todos os dias ao final da tarde elas passavam juntas pelo beco, tentando se esquecer dos assombrosos pesadelos das noites anteriores, até que num dia, numa segunda-feira ensolarada e deserta Iasmin adoeceu, com fortes dores no ombro não compareceu à escola e não pôde compartilhar a desventura com sua amiga de infância.

No dia anterior, Iasmin havia ido cedo à casa de Julia, e juntas passaram boa parte da tarde investigando livros de magia negra e fazendo a “brincadeira do copo”, mesmo com muito medo. A sensação do pânico maldito parecia instigar a excitação e a curiosidade das jovens. Iasmin, minutos antes, havia recebido um pedaço de torta de atum de um estranho velho, que carregava um enorme saco nas costas, aparentemente pesado. Sua fome era tanta que nem ao menos se lembrou dos conselhos de sua mãe de nunca aceitar tortas de estranhos.

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Sensações

Sensações

Noite passada eu tive um sonho muito vívido.
Estava em um lugar onde nunca estive, mas já vi em fotos ou filmes. Era uma igreja majestosa, sei que há algo assim na Europa.
Eu permanecia parado olhando o teto, era muito alto, não conhecia escada alguma que pudesse chegar até lá.
Ao meu lado havia um espelho, olhei-o. Não podia ver minha pele, estava totalmente coberta por uma armadura pesada. Usava uma capa com um capuz azul, trazia em minha mão esquerda um escudo enorme e em minha mão direita um martelo tão grande quanto.
Hoje tenho essa imagem tatuada em minha perna, não me admira ter sonhado com esta armadura, pois eu a conheço muito bem. Sou desenhista, mas não precisei transcrever a armadura em um desenho para o tatuador, pois o desenho já existe. É uma ilustração que está em capas de CDs de rock, eu até tenho uma camiseta estampada com ela.
Olhando no espelho era notável que eu parecia maior. Eu sou grande e encorpado, sempre fui, mas eu me via com o dobro do meu tamanho. Provavelmente culpa da armadura, e cara, eu fiquei muito bem nela.
Caminhei solitário em direção ao altar, pude ver que havia alguém ali, porém era uma longa distância.
Quando cheguei vi uma pessoa conhecida, um amigo, ele estava de pé em frente ao altar com um sorriso zombeteiro no rosto. Ele é um pouco maior do que eu, da mesma forma que eu parecia maior que o normal ele o parecia também, mas só em altura, o que dava a impressão de ser mais magro do que é. Não saberia descreve-lo pois não sou do tipo que fica reparando em homens, o que não me impede de sonhar com eles. É algo normal, fui criado no interior e minha família está lá, moro sozinho e meus amigos se tornaram próximos.Continue reading →

O Segundo Concurso de Redação

O Segundo Concurso de Redação da Casa de Lápis

 

Inscrições Abertas!

 

Participe e ganhe notoriedade!

Nesse novo concurso da Casa de Lápis, proponho um exato oposto do tema do ultimo concurso, que foi bem mais sério, quero que escrevam comédias.

Na Grécia antiga era comum dividir seus gêneros em tragédia e comédia, mas depois do século 19 as coisas não eram tão mais claras, comédia se misturava com tragédia, novos gêneros surgiam, mas a comédia sempre teve seu lugar nas histórias e muitas histórias boas possuem um toque cômico.

Então é isso que eu quero que vocês façam, criem uma história com elementos cômicos nela, vocês podem usar piadas inteligentes ou tão simplórias como a comédia pastelão dos três patetas, não importa, mas quero rir e ler uma boa história.

Domingo, dia 15 de Julho de 2012, vocês deverão postar seus textos aqui na Casa de Lápis e votaremos uns nos outros para decidir o ganhador, sendo que o trabalho que tiver mais votos, ganha o concurso e um espaço em nossa galeria de ebooks. E lembrem-se que todos os votos devem ser justificados.

As diretrizes são

  • Você deve contar uma história
  • Devem conter elementos cômicos nessa história
  • Evitem humor envolvendo raça ou credo (deixe isso para o Ari Toledo)
  • Todas as histórias devem conter um personagem chamado Jonnhy Bravo
  • O texto não deve conter mais do que 5 mil palavras

Regras Gerais

  1. Poste até o dia 15 de Julho de 2012.
  2. O texto não deve conter mais do que 5 mil palavras
  3. Você deve registrar sua entrada nos comentários desse post
  4. Se você não tiver uma conta, lhe providenciaremos uma.
  5. Sua história deve conter um título.
  6. Pode-se usar qualquer estilo de escrita.
  7. Siga as diretrizes.
  8. Só leia o texto dos outros participantes, assim que entregar o seu.
  9. Não fale sobre o Clube da Luta
Assim que as votações se encerrarem e ficar definido o vencedor, este, na próxima competição é quem irá definir o tema.

Boa sorte e que a escrita comece!

Além do Fim – Capítulo XV

Capítulo XV: Caótico

Seth procurava pelos guardiões que o haviam enfrentado, mas em meio a tantas criaturas e corpos estava difícil achar alguém.

Loki havia matado três Serafins e lutava contra mais um ao lado de Caim.

Os três Arcanjos que lutavam contra a Guerra estavam com dificuldades até que receberam a ajuda de um Serafim.

– Obrigado Ezequiel. – Agradece Gabriel assim que o Serafim o salva de ser decapitado.

Ezequiel empunhava uma foice de ouro e atacava o cavaleiro com grande agilidade. Com a espada na mão direita o cavaleiro se defendia do Serafim, com o punho esquerdo atacava Ituriel.

 

Jasira atacava um anjo quando um chicote acertou seu olho. Morigan vinha para ajudar o anjo contra a Sucubus, mas ao tentar dar a segunda chicotada Jasira arrancou o chicote de sua mão e com uma rasteira fez Morigan se estatelar no chão. Jasira levantou o braço com o chicote quando uma mão segurou seu pulso.

Quando se virou viu Lufus segurando seu braço, olhando para ela o Incubus tirou o chicote de sua mão e jogou no chão, em seguida levantou vôo sozinho.

 

– Ei, aquele não é seu filho? – Diz Loki apontando para Lufus.Continue reading →

João Cravo e Marta Rosa

Cravo'

— A história que lhes vou contar é uma das mais estranhas que presenciei. — Explanava Seu Hélio, o baloeiro, um velho senhor que em frente à porta de casa contava história aos garotos do bairro. Sentavam as crianças em seu quintal aberto em pequenos caixotes, enquanto ele, sobre uns pneus de caminhão emergia aqueles jovens em histórias fascinantes.

— Marta Rosa e João Cravo eram namorados há mais de dois anos. Conheciam-se como ninguém. Moravam juntos. Mas, naquele dia, naquele doze de junho tudo parecia querer mudar:

— Amor, sabe que dia é hoje? — Martinha indagava.

— Não sei, PIRANHA! — João gritou e parecia revoltado.

— O que eu te fiz, amor? — Indagou sua amada.Os dois haviam acabado de acordar e João estava na cozinha preparando algo para comer.

— Vadia inútil, não tem nada para comer nessa casa. — João parecia descontrolado. Não tratava Marta assim. Seria o efeito das drogas da noite anterior? João Cravo era usuário de penicilina, rapé e crack.

João correu ao banheiro ao sentir cheiro de mofo na pia, enquanto tentava lavar as mãos, após ter cortado o dedo tentando abrir uma lata de sardinha. João era canhoto e tinha uma dificuldade imensa para abrir tais latas. Ao adentrar o banheiro evacuou os resíduos da noite anterior e em quase desfalecimento levantou para desanuviar os restos orgânicos da extremidade de seu intestino grosso.

— SANTO ME PROTEJA! — Gritou desesperado. Ao olhar para o assento sanitário viu ali uma cabeça, um crânio humano em estado de decomposição. Teria ele evacuado um crânio humano? Ou já estaria ali?

João Cravo correu para o quintal sem as partes de baixo da calça e começou a gritar pelo quintal. Marta Rosa correu atrás dele gritando: — Você só me faz passar vergonha, seu vagabundo. Filho de uma puta!

Os dois correram e João Cravo caiu debaixo de uma sacada. Marta veio por cima e começaram a gritar, os dois brigaram feio. João desferia murros na barriga da amada e Marta lhe dava unhadas no peito. João Cravo saiu ferido e Marta Rosa despedaçada. João Cravo desmaiou e Marta Rosa pôs-se a chorar.

Minutos depois João acordou. Naquele instante o ódio consumia João por dentro e voltaram para a casa juntos, ele mancando por ter caído e ela chorando.

Chegando a casa, Marta foi ao quarto, em silêncio total e João foi à cozinha. Tirou uma faca do gabinete e colocou no bolso, enquanto caminhava até o quarto para encontrar sua amada. Começaram a se beijar.

— Continua Seu Hélio.

— Continuar o quê, moleque? Por hoje é só. O resto eu conto amanhã. Hoje é dia dos namorados e eu preciso cagar.

O homem invisível

Estava voltando da casa da minha avó hoje a tarde, pensando sobre oque escreveria hoje. Estava pensando em escrever em convidar um amigo para colaborar com posts sobre mulheres em um dos meu blogs quando um homem acaba com a minha linha de pensamento. Era um sujeito com pouco mais de 50 anos, vestido com roupas velhas, mas em bom estado. Estava sentado num canto da calçada, aparentemente desmaiado, com uma caixa de cigarros de um lado e uma caixa de fosforo do outro. Enquanto eu caminhava na direção dele, na mesma calçada, só que indo em sentido contrario ao meu, vinham dois “irmãos” , ou seja, dois sujeitos-simples-do-caso-oblíquo trajados de terno e com as respectivas bíblias a tiracolo. Passaram pelo sujeito com completa indiferença, parecia que aquele pobre diabo nem ali estava.
Eis que essa “sujeita” que aqui vos fala , intrometida como sempre, saio da minha bolha de pensamentos abstratos para olhar o “homem-invisível”, afinal, já tinha perdido minha linha de raciocínio mesmo, não tinha nada a perder. De perto, era bem visível que aquele não era um sujeito que bebeu até não aguentar-se em pé. O homem estava desmaiado, como deduzi de longe, com a língua ligeiramente enrolada no céu da boca (e obviamente a boca estava um pouco aberta, do contrario, eu teria que ter usado meus óculos de raio X para aferir o fato) com respiração muito suave. Como sou muito otimista, pensei logo que o homem estava morto. Cutuquei o ombro do sujeito, mas somente no quarto cutucão, ele recobra lentamente a consciência.
– Senhor, quer que eu chame uma ambulância? – conclui rapidamente que perguntar se estava tudo bem seria uma completa idiotice.
– Não precisa, foi só a minha pressão que caiu. Ainda não almocei – balbuciou o sujeito ainda meio “fora do ar”.
Recorri ao meu esquecido acervo de conhecimentos nutricionais conseguidos no curso técnico de nutrição com a rapidez de um bom navegador de internet e lembrei que nessas horas, açúcar ou sal são ótimos para restabelecer a pressão quando essa cai. Saquei o pacote de bolacha de morango (não me julgue por eu gostar de bolacha de morango) que estava no meu bolso e dei ao sujeito umas quatro bolachinhas. Ele comeu a primeira com um pouco de dificuldade, segurava as outras na mão. Percebi que o sujeito parecia já dispensar minha presença, mas vi que ficou grato pela atenção. Me despedi e retomei minha rota.
Conforme andava, olhava para trás na esperança de alguém o socorrer, ou pelo menos olhar para ele. Fiz isso até perde-lo de vista.Mas ele continuava “invisível”  para as pessoas que passavam.
Não parava de pensar se realmente fiz certo de deixa-lo ali, se não deveria ter chamado uma ambulância. Mas também não parava de pensar no fato de ninguém ter parado para ver oque afinal o homem tinha. Só via olhares de reprovação, como se ele estivesse recebendo um castigo por algum delito grave. Nessas horas me toma um nojo tão grande pela humanidade, ou, mais exatamente, pelo julgamento de “certo e errado” que as lhes é intrínseco. Passaram por ele homem que “aceitaram Jesus”, pessoas comuns, pessoas estranhas, gente que nem se conhecia, mas que tinha na frieza, indiferença e preconceito um ponto comum. Sempre o homem desmaiado e desarrumado será o bêbado vagabundo que bebeu até cair, sempre a mulher de saia curta (deixo aqui uma observação que nem de longe estou me referindo a qualquer integrante da “marcha das Vadias”, visto que aquele punhado de falsas-moralistas não me interessa em nada) é a piranha que quer chamar a atenção e o mendigo que pede esmolas no trem é sempre um coitadinho.
Falta olhar no olho um do outro, falta parar de dar esmolas só para mostrar a seu Deus que faz caridade e ter medo mesmo é do próprio egoismo.

O dinamismo da nova escrita – poetas de internet

-Qual foi o ultimo livro de literatura brasileira que você leu?

– Machado de Assis e Euclides da Cunha.

– São ótimos autores, sem duvida. Mas deixe-me ser mais especifica: qual o ultimo livro de literatura brasileira que você leu, escrito por alguém que nasceu depois de 1970?

-Livros eu não sei se tem. Eu leio uns textos de blogs de conhecidos meus. Vale também?

-Ah, claro que vale! É justamente sobre eles que eu queria falar. Sobre os escritores conhecidos seus, sobre os meus amigos, sobre os desconhecidos e até mesmo sobre nós, caso você escreva também.

– Mas nem dá para comparar, os mestres Machado de Assis e Euclides da Cunha eram escritores de verdade.

-E você acha que se Machado de Assis e Euclides da Cunha estivessem vivos, iam ficar apenas publicando livros de papel?

Os tempos mudaram. Os escritores mudaram também.
Esqueça aquele imortal trajado com a roupa em tecido brocado tomando chá na Academia Brasileira de Letras. Os escritores de agora tem ideias brilhantes enquanto voltam para casa de trem. Alguns deles nem pensam eu publicar seus textos. Até porque, seus leitores são todos “virtuais”.
Outros trabalham durante a semana para ter “capital” para investir no seu livro, mesmo que não seja um Best-seller , mas será a consolidação do seu trabalho. Entretanto, não deixam de atualizar seu blog e contar para os amigos-leitores o quanto está perto da publicação.
Eu lhes apresento, com muito carinho, os novos escritores.

A ideia de escrita se popularizou, qualquer cidadão de boas ideias um pode ser escritor.  Existem vários “públicos”, portanto, existe uma infinidade de escritores para públicos direcionados. Graças a nossa amada internet, eles saíram do anonimato e tiraram os textos que ficavam na ultima folha do caderno para mostrar ao mundo.

Umas das coisas que esses muitos escritores tem em comum são os textos menores. Tudo tem que ser curto e tomar pouco tempo, porque toda a informação circula muito rápido, tanto pelo ritmo acelerado da vida na metrópole, como para alcançar mais leitores, afinal, com as redes sociais, o espaço reservado para leitura anda muito modesto entre a maioria dos jovens e adultos.
Falando em redes sociais, elas revolucionaram o modo como obtemos e passamos informações. Não basta ter lido um livro, é preciso falar dele nas redes, colocar links para seus amigos “curtirem”, “twittar” sobre o assunto. Quem gostar vai correr no site dos downloads procurar uma versão em PDF. Agora vem um ponto divergente dessa história… A literatura deve ser exclusivamente gratuita?O escritor deve tê-lo como hobby?Não parece justo, mas quem vai querer pagar por um download? Não basta ao artista ser genial, precisa ser criativo e ter um marketing bem aplicado para ganhar com seus dons.
Ser inovador, marketeiro e acima de tudo, escrever de forma descomplicada (ou não, depende do publico para qual escreve) e sucinta. Esse é o perfil dos nossos escritores e escritoras da era a internet.
Machado de Assis e Euclides da Cunha seguiriam o mesmo caminho, cada um dentro do seu estilo, é claro, seriam tão blogueiros quanto eu, meus amigos, seus amigos, nossos desconhecidos e até mesmo você, caso seja blogueiro ou escritor.

Sonhos de Ramin: A máquina do tempo

Este episódio foi baseado num sonho “real”.

Sempre pensam que sou louco, não adianta explicar. Tenho sonhos malucos e confesso, por causa dos meus sonhos já conheci bastante gente. Muitas vezes reuno meus amigos ou crianças em qualquer lugar, na praça ou mesmo em frente de casa e começo a contar meus sonhos.

Sou Ramin, sim, meu nome é provavelmente um erro do escrivão, ao que contam, o pobre estava com pressa e ao digitar “Ramon” escorregou seu anelar para a esquerda inventando um novo nome. Confesso que hoje gosto do meu nome como é.

Vou lhe contar um sonho que tive há exato um mês, não me considere excêntrico, meus sonhos são sempre assim.

Estava eu bastante cansado, e nesta condição, minha mente trabalha de uma forma incrivelmente maluca, pior ainda quando esqueço rádio, computador ou televisão ligados, o que foi o caso neste dia. Deixei minha televisão falando sozinha e o computador ocioso enquanto meu corpo hibernava contra minha vontade inicial. Dormi e comecei a sonhar.

Estava eu e mais três amigos na segunda fileira, da esquerda para a direita, numa ampla sala de aula. Lembro-me de todos os detalhes. A sala estava claríssima e o sol se estabelecia no período diurno gerando um certo calor, o sonho era tão real que eu conseguia sentir a temperatura. Ou achava que conseguia sentir.Continue reading →

Além do Fim – Capítulo XIII

Capítulo XIII: Cavaleiros

Os anjos eram realmente seres iluminados, literalmente. Todos tinham uma aura de luz em seus corpos, essa aura era bem maior nos Arcanjos do que nos outros anjos.

Haviam dois Arcanjos no local onde Lufus e Jasira estavam. Lufus viu Seth e uma Besta lutando contra um deles, o outro exterminava milhares de Imps gigantes com uma lança.Continue reading →

Além do Fim – Capítulo XII

Capítulo XII: Apocalipse

Dédalos estava na faculdade quando tudo começou. As trovoadas deixaram todos assustados de início, parecia que o mundo estava acabando lá fora, mas logo a aula foi retomada. Porém Dédalos estava mais nervoso que os outros, com razão.

Um demônio arromba a porta da sala, entra seguido de três Imps grandes. As pessoas horrorizadas começam a gritar, todos levantam e recuam. Dédalos reconheceu o demônio como um Guéo, são demônios normalmente fracos, entretanto com habilidades peculiares que os fazem temidos. O Guéo pegou a cara de um aluno e empurrando sua cabeça para trás o curvou, foi impedido por Dédalos que o acertou com uma cadeira.Continue reading →