Maica Peta está de volta!
Maica Peta está de volta estreando uma tirinha em que discute com seu chefe. CONTINUE lendo…
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Categorias: Tiras Tags: Maica Peta, Tiras
Conheça o canal da Dilma, uma paródia extraordinária sobre a presidente da república. Confira um vídeo onde a “presidenta” Dilma discute com José Dirceu. CONTINUE lendo…
Sou grande fã de redublagens, uma das novas artes que se popularizou com a internet. Hoje é a vez de “Toba de Elite“, do grupo MYP, um dos maiores ícones organizados da redublagem. É de chorar de rir. Grande trabalho dos caras. (Dos mesmos autores da parodia com o Piratas do Caribe.) CONTINUE lendo…
Categorias: Cômico, Vídeo Tags: redublagem, Vídeo
05:30 da madrugada… Um barulho infernal no recinto da frente do quarto onde eu moro: Latidos eufóricos de três cadelas em fúria sedentas pela cabeça de um pobre felino, um gato, o gato do vizinho.
Com todo aquele escândalo acordando vizinhos, meus irmãos, astros do rock, poetas e mais metade da cidade, resolvi interromper meu belo sono para ajudar o bichano, preso em cima de um colchão, colocado de lado, neste recinto, sobre uma mesa. CONTINUE lendo…
O “cantor” Luan Santana provocou sensações de vergonha alheia em toda a população que acompanhava a fórmula Indy e os que puderam assistir o vídeo no Youtube.
Categorias: Atualidade Tags: música, vergonha alheia
Aproveitando a febre do momento com relação ao tema, devo também contribuir para a campanha do #precojustoja e tentar alertar a população das falcatruas do governo com relação aos impostos.
Categorias: Atualidade Tags: política
Todos sabemos o quão interessante, imparcial e informativa é a mídia hoje em dia, principalmente a brasileira. Sensacionalismo e exploração de fatos defasados nunca acontecem, claro. Um grande exemplo foi o massacre de Realengo, onde vimos que não houve nenhum sensacionalismo barato e não usaram de forma alguma qualquer conteúdo referente para ganhar audiência.
Categorias: Atualidade Tags: britânica, família real, ironia, mídia
Uma das primeiras imagens exibidas sobre os desastres no Japão foi sobre uma rodovia, que ficou completamente destruída pelos terremotos. Acontece que nossos amigos japas já consertaram a rodovia rapidinho.
Categorias: Atualidade Tags: Japão, política
Será usado nomes fictícios para narrar o fato.
O que você faria, se ao adentrar o banheiro do recinto em que freqüenta, houvesse detritos fecais nas paredes, no chão, na tampa do sanitário e no lavatório?
Era um dia normal em nosso recinto de trabalho, na Bit in the Shit, escola de informática a qual trabalho, havia a despedida de uma turma, após os dez meses de curso e sempre é um momento mais ou menos especial para todos, já que o contato freqüente após todo esse tempo não será mais possível.
Categorias: Atualidade, Cômico Tags: Causo, merda, trabalho
Conta-se, segundo o conto popular, que dois irmãos vizinhos tinham fazendas separadas apenas por um córrego, e deviam a prosperidade de sua progressão ao forte laço que os unia.

Porém, num certo um dia, brigaram severamente por causa de uma jovem senhora, uma meretriz famosa na região, bela morena branca dos cabelos aos vento e pernas torneadas, que no final das contas, acabou se casando com o relojoeiro da rua de cima. O irmão mais velho acusava o mais novo de ter começado a sair com a ex-donzela enquanto o próprio nutria amores pela tal.
Anterior ao bravo confronto, os irmãos se viam todos os dias, falavam sobre todos os assuntos, eram confidentes, amigos, irmãos de sangue, de fato, não viviam um sem o outro, e para isso precisavam atravessar o longo córrego para nutrir a companhia um do outro e falar sobre futebol, morenas torneadas, cupins e pragas de lavoura.
Após o confronto, tudo havia mudado, a rapariga havia destroçado sua interação, nem se entreolhavam, não mais alimentavam a interação de sangue e de amizade.
Num belo dia, surgiu um carpinteiro para o irmão mais velho, lhe entregando um currículo amassado cheio de erros ortográficos.
— Óia, meu bom senhor, sou carpinteiro e estou precisando de um trabaio.
— Bom, tenho um trabalho para você, meu caro, siga-me. — Afirmou o fazendeiro, enquanto lhe guiava até um armazém abandonado, mais ou menos uns trinta metros distante do riacho. — Preciso viajar e quero o serviço pronto antes que eu chegue de viagem, vou visitar uma bela donzela em Agrolândia e quero chegar ainda mais feliz ao ver o trabalho pronto. Está vendo estas tábuas? Está vendo o riacho? Quem mora ao lado de lá é meu irmão mais novo, eu o odeio, não suporto o desgraçado, então quero que construa com estás tábuas uma cerca que me impeça de olhar para àquele lado e me lembre da desgraça a qual o nanico me aprontou. Coomprendeu?
— Certo, meu senhor, o farei. — Afirmou o carpinteiro, como um soldado obediente, disposto até à morte para defender seu país.
Quatro dias se passaram e o carpinteiro voltou de viagem e ao olhar o riacho, surpreendeu-se ao não encontrar o que queria. Não havia cerca alguma, apenas uma ponte que ligava as duas propriedades.
— Seu filho de uma porca! — Gritou o fazendeiro enraivecido!
Mas, surpreendeu-se imediatamente ao ver seu irmão correndo de braços abertos após passar pela ponte, ao ver aquela cena, era como se uma música extraordinária soasse naquele momento, começou a correr de braços abertos junto a seu irmão, que ao passar pela ponte, viu-a desmoronando e perplexo viu seu irmão mais novo cair no riacho e ser comido por um crocodilo.
— Seu miserável, maldito, filho de uma porca maldita! Olha o que você fez! Vou chamar a polícia. — Gritou o fazendeiro, revoltado.
— Adeus, meu caro, tenho outras pontes para construir.
Moral da história:
Nunca construa pontes com madeiras podres.
Baseado na metáfora “Construindo Pontes“.
Agora o padrão oficial de fontes em publicações aqui na Casa do Maker será da maior fonte de todos os tempos, a melhor fonte que já fizeram, desenhada pelo britânico Matthew Carter, a extraordinária fonte Verdana.
A fonte Verdana, melhor fonte do planeta, foi incorporada ao Windows pela primeira vez em sua versão 95, no ano de 1996, a ser usada no Office vigente e no Internet Explorer, desde então passou a ser extremamente conhecida e difundiu-se para os maiores sistemas operacionais, aplicações e para o mundo.
Pertence ao formato de fontes OpenType e TrueType.
Verdana, a melhor fonte do planeta.
Kendal Anderson, 16 anos, Filadélfia — Um criminoso brutal — assassinou sua mãe após uma severa discussão de várias horas por causa de um console de videogame, que sua mãe havia interceptado. Assustado e seria, segundo pastores da Record, endemoniado após influências e sessões de GTA, e no maior estilo Resident Evil martelou a cabeça de sua mãe até a morte enquanto a velha senhora dormia.
Aos policiais, Kendal disparou: “Não queria mais brigar, por isso tive que matá-la, não faria de novo, pois, foi a única que cuidou de mim.”
Kendal tentou cremar o corpo da mãe no microondas (ou churrasqueira) de casa, amassou os pedaços que sobraram com objetos de cozinha e espalhou os pedaços por um beco sombrio da cidade.
A dúvida maior é quanto ao Playstation motivo do matrícidio: PSX, PsOne, Playstation 2 ou Playstation 3?

Referências: Tecnoblog
Categorias: Atualidade Tags: bizarro
O povo gritou! O Presidente renunciou, o parlamento foi desfeito, o exército tomou o poder. E o que diria Tutankamon?
“Queóps.”
Mubarack renuncia à presidência e junto com ministros, saem pela porta da frente.
Categorias: Atualidade Tags: coisa
Dificilmente replico conteúdo, mas, recebi um e-mail bem interessante e cômico, de autor desconhecido sobre algo realmente irritante, a frescura do “politicamente correto”.
Psicologia, 1959 X 2010
Cenário 1: João não fica quieto na sala de aula, interrompe e perturba os colegas.
* 1959: É mandado à sala da diretoria, fica parado esperando 1 hora, vem o diretor, lhe dá uma bronca descomunal e volta tranquilo à classe.
* 2010: É mandado ao departamento de psiquiatria, o diagnosticam como hiperativo, com transtorno de ansiedade e déficit de atenção em ADD, o psiquiatra lhe receita Rivotril. Se transforma num Zumbí. Os pais reivindicam uma subvenção por ter um filho incapaz.
Cenário 2: Luis quebra o farol de um carro no seu bairro.
* 1959: Seu pai tira a cinta e lhe aplica umas sonoras bordoadas no traseiro… A Luis nem lhe passa pela cabeça fazer outra nova “cagada”, cresce normalmente, vai à universidade e se transforma num profissional de sucesso.
* 2010: Prendem o pai de Luis por maus tratos. O condenam a 5 anos de reclusão e, por 15 anos deve abster-se de ver seu filho. Sem o guia de uma figura paterna, Luis se volta para a droga, delinque e fica preso num presídio especial para adolescentes.
Cenário 3: José cai enquanto corria no pátio do colégio, machuca o joelho. Sua professora Maria, o encontra chorando e o abraça para confortá-lo…
* 1959: Rapidamente, João se sente melhor e continua brincando.
* 2010: A professora Maria é acusada de abuso sexual, condenada a três anos de reclusão. José passa cinco anos de terapia em terapia. Seus pais processam o colégio por negligência e a professora por danos psicológicos, ganhando os dois juízos. Maria renuncia à docência, entra em aguda depressão e se suicida…
Cenário 4: Disciplina escolar.
* 1959: Fazíamos bagunça na classe… O professor nos dava umas boa “mijada” e/ou encaminhava para a direção; chegando em casa, nosso velho nos castigava sem piedade.
* 2010: Fazemos bagunça na classe. O professor nos pede desculpas por repreender-nos e fica com a culpa por fazê-lo . Nosso velho vai até o colégio se queixar do docente e para consolá-lo compra uma moto para o filhinho.
Cenário 5: Horário de Verão.
* 1959: Chega o dia de mudança de horário de inverno para horário de verão. Não acontece nada.
* 2010: Chega o dia de mudança de horário de inverno para horário de verão. A gente sofre transtorno do sono, depressão, falta de apetite, nas mulheres aparece celulite.
Cenário 6: Fim das férias.
* 1959: Depois de passar férias com toda a família enfiada num Gordini, após 15 dias de sol na praia, hora de voltar. No dia seguinte se trabalha e tudo bem.
* 2010: Depois de voltar de Cancunn, numa viajem ‘all inclusive’, terminam as férias e a gente sofre da síndrome do abandono, pânico, attack e seborréia…
Fica a pergunta:
QUANDO FOI QUE NOS TRANSFORMAMOS NESTE BANDO DE BOSTAS ?!?
Categorias: Crítica Tags: interessante
Este ano não será como no ano passado, com toda aquela fartura, mas, estamos aí. Um ano a mais não faz tanta diferença. Ou sim.
Mas, como no ano passado, vou varar o dia todo trabalhando. Que beleza.
Grande abraço.
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Um caso muito curioso aconteceu no estado de Nova Jérsei, EUA. Um rapaz, para se vingar de um policial de trânsito que o havia multado há um tempo, resolveu vingar-se do dito cujo quando o mesmo adentrou seu restaurante para alimentar-se.
O perspicaz jovem resolveu aproveitar que seu “filho” não havia tomado banho e retirou uma porção de cabelos enroladinhos de seu filho Júnior e colocou entre a carne e o alface do sanduíche do oficial.
Segundo fontes, o policial cuspiu quando mastigou um pedaço da “carne cabeluda”, a qual fora servida dentro do pão.
O jovem passará 15 dias na cadeia acusado de algo como “Tentativa cabeluda de agressão à agente público” e mais dois anos de liberdade assistida.
Rapaz debochado.
Leia na íntegra no site do G1 (Planeta Bizarro).
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Quem nunca arregaçou o dedo na quina de algum móvel durante a noite tentando procurar o interruptor?

Categorias: Coisas Tags:
Categorias: Vídeo Tags:
Começou um dos maiores eventos tecnológicos do mundo e o maior do Brasil, aqui em São Paulo, a Campus Party Brasil. Se você não puder ir, acompanhe as notícias, há diversos sites cobrindo o evento como o SuperDownloads, o Baixaki, o G1, entre outros.

Com a participação de Tim Bernes Lee, criador da World Wide Web, de Al Gore, ex-vice-presidente dos Estados Unidos, Steve Wozniak, co-criador da Apple, entre outros. Aliás, até a Marina Verde Silva apareceu por lá.
Site oficial da Campus Party Brasil: campus-party.com.br
Confira o blog oficial: blog.campus-party.com.br
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Inaugurando as Tiras de Banheiro.
São tiras desenhadas em 2002 e 2003 por mim em folhas de caderno debochando de vários eventos da época como o filme Xuxa e os Duendes, Stuart Little, personagens da Copa do Mundo de 2002 com os Ronaldos e o goleiro Oliver Kahn, o Faustão e diversos amigos e personalidades da escola como a “Talita Mosquitão“, uma menina com retardo mental que estudou por lá.
Será postado uma tira por vez, semanalmente. Ou não.
A maioria das tiras são extremamente simples que refletiam as idéias de um púbere bem maluco com idéias bem dispersas na cabeça.

Todos esses papéis passaram mais de dois anos escondidos (por causa dos palavrões neles contido) atrás de uma pia de banheiro na casa de um amigo. Muito tempo depois ele me devolveu, permaneceram intactos porque estavam dentro de uma sacola e bem embrulhado. Lembro que escrevia e passava pra ele.
As tiras são o tipo de piada sem graça que me faz rachar o bico.
Categorias: Tiras de Banheiro Tags: Tiras
Primeiros meses de 2008, o que eu andava aprontando.
Bons tempos, nem tão bons, mas, a hora do almoço era divertida. Abração, Mijão, meu grande amigo.
Categorias: Coisas Tags:
Dilastácia é a principal personagem do enredo homônimo, uma pessoa problemática e drogada que almeja apenas se casar e por isso se enrosca em diversos problemas em altas confusões com uma galerinha do barulho.
A história se concluiu, todos os capítulos foram terminados, com final feliz, e agora vejamos alguns pormenores.
A versão definitiva da protagonista, ao centro.
Confira outros esboços da mesma personagem durante a época de planejamento da história.


Se quiser, poderá começar a ler o primeiro capítulo aqui. Se preferir vá até a seção de seleção dos episódios, aqui. Há também o projeto de lançamento da história em livro, o que necessita recursos, tempo e mais um pouco de trabalho.
Categorias: Dilastácia Tags:
Lembro que quando estava na 5ª série, em 2000, a professora me fez conjugar o verbo “cagar” para toda a sala… Depois de eu ficar atrapalhando a aula e repetindo essa palavra mil vezes, me sai muito bem, mas, poderá ter conjugado até no infinitivo pessoal se na época existisse o site Conjuga-me.net. (Confira outro exemplo aqui.)

Confira: Conjuga-me.net
Categorias: Coisas Tags: utilidade pública
Nos últimos dias, tenho me entretido com um aplicativo de mídia social realmente interessante, a Caixa da Verdade desenvolvida para o orkut.

Os aplicativos (apps) se tornaram uma febre no Facebook, em jogos como Farmville, Mafia Wars, consequentemente o Google liberou a SDK (Kit de desenvolvimento de softwares) baseado em seu ambiente para que programadores do mundo inteiro desenvolvessem aplicativos para o orkut, foi aí que entrou o sucesso da tal “fazendinha” que mudou a vida de muitas pessoas, o “Colheita Feliz”.
Vídeos surgiram com pessoas “dando a vida” para reclamar sobre moedas verdes, pessoas gastando dinheiro comprando-as apenas para expandirem sua fazenda…
Você pode pensar (ou não), por que um jogo ao estilo do Harvest Moon (realmente interessante) faz tanto sucesso sendo tão simples? Por causa da tendência de integração, Harvest Moon é single player, já o Colheita Feliz você pode ROUBAR a plantação dos outros, e roubar, a emoção forte, a adrenalina sempre motiva as pessoas. Existe caso de pessoas que acordavam 7:00h simplesmente porque era a hora mais apropriada para roubar os outros dentro do jogo.
Mas, enfim, o aplicativo em questão é a Caixa da Verdade, um aplicativo onde você interage de forma anônima, que não é um fenômeno tão recente, eu mesmo já o usei em outras ocasiões, quando o aplicativo era novo, claro, que com minhas tendências para atazanar os outros, vi, na plataforma a oportunidade ideal para atormentar a vida dos adeptos.
A essência da Caixa da Verdade, em suma, confunde-se com a própria essência orkutiana, que é elevar o ego mútuo, ou seja: “Elogia-me, se quiser ser elogiado.”, num processo de rotatividade compartilhada.
A parte de baixo é a afirmação feita por mim, em destaque, em cima é a resposta dos sujeitos, em uma “conversa” via Caixa da Verdade os diálogos são posicionados uns sobre os outros, alternando entre anônimo e o questionador. (Você não entendeu nada, mas, dane-se. Eu ia dizer foda-se, mas, ia ficar muito “boca suja”.)

Essa é da Caixa da Verdade em março de 2009.
Fazem?
Essa aqui surtou depois de umas verdades.
Pode parecer óbvio, azul é homem, rosa mulher.

Essa aqui funcionou muito bem.
Uau!
Aqui o caso típico de veado procurando alguém para… credo.
Aí uma resposta à altura.

A bicha disse “bola gato”.
Aloprando um cara que nem japonês era. Mas, era bicha.
Você recebe isso constantemente, independente do grau de beleza. É uma espécie de atirar pra todo lado.
E recebe dos dois lados…
Pra você ver…
Algumas “cantadas” não dão tão certo quanto parecem…
Veadada chega a apelar.
Trocadilhos são sempre bem vindos.
Some demônio. Deusulivre.
Cada coisa que enviam…
…Sempre com uma resposta à altura.
Atazanando o moleque e família.
Essa mudou minha vida.
É o que todas dizem, querida…
Essa é tão boa de papo, reparem na intensidade do debate.
Eu falo isso para todas quando vejo um belo par de melões.
Bicha.
Em resumo, a Caixa da Verdade é sem dúvida, o aplicativo mais divertido do orkut, onde você pode menosprezar cantadas de bichas, conhecer a mulherada, aloprar todo mundo no anonimato, conhecer belas garotas, se reaproximar de amizades antigas, na base da brincadeira, e sem dúvida, se divertir demais.
Recomendo o aplicativo, divirta-se.
Status Quo, uma banda inglesa formada por Francis Rossi e Alan Lancaster na década de 1960. Composto atualmente também pelos membros Rick Parfitt e John Coghlan.
Composto por um som de hard rock bem empolgante, vale a pena conferir.
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E lá se foi o ano de 2010, repleto de fracassos, glórias, recompensas, experiência, aprendizado e diversão.
Assim como os outros. Adeus, 2010! E que o próximo ano, seja muito melhor.
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Se você tem um celular da operadora TIM (o que não é o meu caso) poderá enviar mensagens inúteis sobre a sua vida nas atualizações do orkut.

(Provavelmente daqui há um certo tempo será possível também utilizar por outras operadoras, como a Claro, no meu caso, que não funciona dentro do meu ambiente de trabalho, só pra constar.)
Mensagens de atualização são aquelas mensagens que as meninas usam pra falar “▂ ▃ ▄ ▅ ▆♬ ▇ ❤ ❥ Nossa, ❥ estou muito ❤ mal, eu te amei ❥ tanto, e ♬ agora estou ❤ sofrendo, ♂ nunca ❤ mais vou ❥ amar ❤ outro ☼ homem nessa vida até amanhã. ▆ ▅ ▄ ▃ ▂ ✘ ♬”
É, de certo modo interessante, se você não possui um smartphone como um Nokia N95, um iPhone ou um Samsung 617 e possui um celular de R$ 300,00 que comprou nas Casas Bahia em novembro de 2008 com suporte a no máximo 200 mensagens SMS para armazenamento e uma câmera ruim pra caramba.
Envie atualizações pelo seu celular, de graça!
Com o Orkut SMS você pode enviar quantas mensagens quiser, sempre de graça. Basta enviar uma mensagem de texto para 67588 (as letras “ORKUT” no teclado do seu celular).
Uma vez enviada, seus amigos poderão ver sua mensagem nas “atualizações de amigos” do Orkut.
Detalhes de como usar o serviço está no Suporte do Google: Orkut SMS
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Eduardo Ribeiro – Itaquaquecetuba – SP, 16, 20, 21 de setembro, 25, 26 de dezembro de 2010

Se preferir, para sua melhor comodidade, aumente a visualização da fonte no seu navegador pressionando Ctrl e em seguida o sinal de +. (No Mozilla Firefox.) No menu Exibir — Zoom marque a opção “Somente do texto”, pois assim evitaria a distorção das imagens e do layout do site.
Dedicado aos meus amigos Dilayla Tristão, Lorenna Faria, Juliany Bittencourt, Luanna Rodrigues, Luis Gustavo, Ranielli de Souza, Helivélton Aparecido e a todos que acompanharam ou eventualmente apreciaram algum capítulo.
Chegamos ao final, depois de mais de um ano de composição da história, após a apresentação da mesma, ocorrida em 26 de outubro de 2009 e a publicação do primeiro capítulo em 24 de dezembro de 2009.
“Dilastácia” é uma paródia com amigos goianos que tive a oportunidade de conhecer pessoalmente esse mês quando aproveitei as férias coletivas da empresa e resolvi me aventurar ao centro do Brasil, em Anápolis.

Galerinha de Anápolis
Capítulo 1 – União pelo contraste
Capítulo 2 – O problema de Dilastácia
Capítulo 3 – O forasteiro
Capítulo 4 – Conhecendo novos amigos (A confusão no restaurante)
Capítulo 5 – Os motivos de Educabulco
Capítulo 6 – Aventuras nas montanhas
Capítulo 7 – O presente de Firmino
Capítulo 8 - A fascinante história de Dilastácia
Capítulos presentes nesta parte:
Capítulo 9 – Um sádico come cru
Capítulo 10 – Um segredo fumacento
Capítulo 11 – Um lobisomem assanhado
Capítulo 12 – Dilastácia e o Padre Preto
Capítulo 13 – O incêndio na biblioteca
Capítulo 14 – O seguro do velhinho
Capítulo 15 – O defecho (Os casamentos)
No episódio anterior:
Os amigos se reunem na casa do velho Firmino nas montanhas e Dilastácia começa a lamentar sobre sua vida, confessa ter sido maconheira e conta sobre seus amantes.
(…) sempre me fiz de indiferente a ele, entramos no carro e quando ele ia me deixar na porta de casa, ele pegou e minha mão e disse com uma voz fanha e trêmula: “Mademoiselle, eu posso lhe beijar?” Aquilo foi horrível, senti nojo de Fiáto, saí do carro, o chamei de efeminado e saí em direção ao portão de minha casa, ele me seguiu e disse: “O que fiz de errado, meu bem, meu docinho de croaçã, meu mel, meu bebezinho de aluguel?” (…) — Dilastácia narrando seu caso com Bluno Fiáto.
Nosso relacionamento não durou muito, infelizmente Uílson era possessivo e me humilhou na ladeira. Certo dia, desci da moto e fui emburrada para casa sem motivo, já era noite, e eu estava “naquelas noites”, então Uílson me seguiu e começou a gritar comigo enquanto acelerava a gordinha tentando me intimidar: “Você é minha e de mais ninguém, seu passe é meu, eu escrevo o seu destino, eu planejo a sua vida.” — Dilastácia, narrando o término da interação com Uílson Alto.
Dilastácia, durante a calada da noite, narrara para os presentes todos os seus casos românticos enquanto a filha de Firmino, Nataiará, ainda não havia retornado de sua andança pelo sereno. Confira agora o desfecho das aventuras de Dilastácia, Educabulco, Lorenstência e companhia.

— Mudinho, mudinho! Aquilo me confortava. Convidou-me, com um gesto, para entrar em seu apartamento, via da porta aquela televisão enorme e seu aparelho de som que mais parecia uma máquina do tempo. Como um açougueiro poderia possuir tudo aquilo? Estava bom demais para ser verdade. Não sei se via aquilo tudo ou se o efeito do álcool era mais forte. Sentei-me no confortável sofá, Charles trouxe-me um suco de algo que parecia capim.
— Era um sujeito estranho, conversava comigo através de papel higiênico, escrevia, e com uma técnica incrível conseguia passar sua mensagem e não rasgar o papel, era um mestre. Desenhou no papel, um coração, que trazia escrito “Chacha e Didi”.
Tomei o suco de capim e não sei exatamente o que houve, apenas sei que dormi como uma cabrita na calada da noite. Não imagino quanto tempo havia se passado, apenas sei que acordei acorrentada, sim, totalmente acorrentada e quase nua, percebi imediatamente que Charles era sádico. Veio até a mim com um chicotinho preto e soltava uns rugidos enquanto escrevia numa lousa posta em frente a cama: “É hoje!”.
Naquele momento, sei que deveria me desesperar, chorar incrivelmente, mas, não sei, uma enorme excitação me tornava mais viva, passei a gostar daquilo, apesar de resistir, contra toda a moralidade em mim imposta durante toda a minha vida, pela primeira vez senti que gostava de apanhar, me sentia masoquista. Charles começou a me espancar com o chicotinho e eu comecei a delirar quando Charles começou a realmente mostrar quem era… Não era sádico coisa nenhuma, ele queria me matar.
Comecei a me lembrar de Charles, estudei com o sujeito na infância, achei que ele me amava, mas, na verdade o desgraçado me culpava por ser mudo. Namorei com ele, e ele queria dizer “I love you” para mim, mas, não conseguia e falava um monte de coisas como “Gangangã”, e eu ria dele, traumatizei a pobre criança, fui uma das precursoras do bullying no colégio, sem saber.
A cada chicotada que Charles me dava eu delirava, mas, parecia doer em sua alma… Parou de me espancar e começou a chorar e dizia umas palavras totalmente incompreensíveis. Charles me soltou, contei a ele que lembrava, pedi perdão e ele me convidou para comer lingüiça crua na farinha, ele escreveu isso no papel, foi até a cozinha e preparou tudo, com muito café com leite e pequis, nos empanturramos e me veio a cabeça porque só um açougueiro gostaria de comer cru.
Despedi-me e o pobre me deu um envelope e só disse para abrir quando encontrar um negão, não entendi, porém, segui o conselho. Decidi que não era feita para o amor, deveria me entregar à igreja, deveria tornar-me freira e dedicar-me ao celibato voluntário, já que involuntariamente o mesmo já ocorria há muito tempo, assim não teria que dar explicações a meus pais sobre a falta de garanhões no meu recinto.
Cheguei na praça vazia, enquanto uma mulher corria atrás de mim para um sorteio de computador, a ignorei enquanto arranhava minhas pernas para livrar-me de uma coceira causada por formigas e adentrei a igreja matriz, com sua coloração de barro e pedi para conversar com a irmã Maria. Estava determinada a tornar-me freira, nada me faria mudar. Passei uns dois minutos esperando no banco quando fui abordado pela velha senhora de batina.
— Onã te abençoe minha filha! O que a traz por aqui?
— Irmã, minha vida é um caos, eu só queria amar, e o amor fugiu de mim.
— Minha querida, sinto que estás sendo muito exigente consigo e com o mundo, aposto que alguns bronzeados num cavalo já lhe procuraram.
— Sim irmã, mas, ou eram narigudos, mancos ou ladrões… Não dá irmã, quero virar freira.
— Bom, antes de mais nada você precisa fazer um curso de freira e uma espécie de vestibular para adentrar ao recinto, depois comprar as vestes e alguns livros.
— Já vou indo…
Não acreditava, tudo tinha suas dificuldades a vida não era fácil… Entrei em depressão e comecei a usar maconha em cima da laje… Por isso eu tinha os ataques, não queria contar, eu sou maconheira, e parei de usar no dia em que Educabulco esbarrou em mim em frente ao colégio.
— Que história fascinante, sô! — Gritava Firmino! — Uai! A partir de hoje te chamarei de “Flores te ganho, o contador de histórias”!
— Que? — Indagavam todos.
Meia hora havia se passado após a conclusão da história de Dilastácia e os presentes aconchegavam-se em meio ao frio da noite, Lorenstência aproximava-se lentamente de Educabulco enquanto Dilastácia e seu papagaio espremiam-se contra a parede ao tomarem um belo copo de café com leite.
— Cadê minha menina, sô? Estou começando a ficar preocupado, uai! Já são quase meia noite, ainda mais com essa história de lobisomem aí…
— Não se preocupe, seu Firmino, ela só deve estar por aí na escuridão perdida no meio do mato correndo algum perigo de morte, logo ela acha o caminho de volta…
— É melhor eu ir procurá-la, sô.
— Vou contigo! — Aprontava-se Educabulco, com ares de coragem para impressionar Lorenstência.
— Não se preocupe querida, eu voltarei, não se desespere. — Dizia Educabulco a Lorenstência, sem perceber que a mesma já havia dormido encostada na parede, assim como Dilastácia.
Saíram os dois valentes da casa, Firmino com uma espingarda na mão, e Educabulco com uma pedra e demonstrando altivez. Mal se prepararam e foram surpreendidos por uma luz muito forte e um barulho quase ensurdecedor que mais parecia uma moto acelerando.
— Veja, é uma moto acelerando! — Gritou Educabulco!
— É o lobisomem! — O desgraçado raptou minha filha! — Gritava em fúria o velho Firmino ao ver sua filha na garupa da moto enquanto disparava várias vezes contra o motoqueiro que caía ao chão como uma borboleta destroçada por um estilingue.
Com o barulho Lorenstência e Dilastácia acordavam. — Conheço essa moto, ela pertence a Uílson Alto. — Entoava Dilastácia tentando impedir o já acontecido.
— Sô, matei seu namorado pensando ser um lobisomem.
— Mas, esse estirado ao chão não é o Uilsinho…
O pobre não estava morto, fora atingido pela espingarda de sal que aparentemente Firmino, na escuridão, havia pego por engano. Seu nome era Nardi, havia resgatado Nataiará perdida na floresta a noite, enquanto passeava de moto com Uílson, que ficara no bar enchendo a cara.
— Muito obrigado, mulambo, por resgatar minha filha, sô, ocê me desculpa, uai, pelo mal entendido.
— Tudo bem… Eu só gostaria de avisar ao senhor que estou namorando a sua filha… — Disse, despreocupado o rapaz todo cheio de sal e marcas pelo corpo.
— Hein? — Gritou Firmino, no susto.
E correu o rapaz floresta adentro e muitos tiros e gritos se ouviam enquanto os presentes preferiram adentrar a cabana e irem dormir.
— Isso vai longe… — Comentou Nataiará.
— Pelo visto vai sim. — Concordou Lorenstência.
Adentraram e acomodaram-se, dormiram tranquilamente para poder retornar a seus lares na manhã seguinte.
O Padre Preto
Alguns dias se passaram, todos de volta a seus lares, Educabulco alojou-se numa barraca, doada por Firmino, perto da rodoviária da cidade, em frente a um shopping, bem ao lado de um esgoto a céu aberto. Todos os dias alimentava-se, com apenas dois reais, num dos recintos da rodoviária, comendo uma pamonha consistente e muito boa. Sabia ele que era uma situação de recesso, então precisava economizar e pensar numa estratégia para resolver sua situação. Não sabia se voltaria a São Paulo ou se permaneceria para sempre em Goiás. A situação delicada o inseria num dilema ferrenho.
Dilastácia o visitava de vez em quando, trazendo energéticos, roupas limpas, comidas, revistas, carregador de celular, cabos USB, canecas, café com leite, sucos, cartões de memória, ventilador, aquecedor, toalha, cobertor, lençol, cereais matinais, televisão portátil, fones de ouvido, apostilas para concurso público, violão, rádios de pilha, halteres, tênis, e notícias dos amigos, e servia de intermediária através de cartas entre o bom rapaz e Lorenstência. Dilastácia pretendia ajudar o sujeito a conseguir um emprego na cidade, mas, o exigente e decidido queria apenas trabalhar em cargos como gerência ou presidência de lojas e bancos, o que dificultava a situação.
Educabulco, em suas visitas pela cidade, começou a freqüentar uma biblioteca local, com diversos livros antigos, se deliciava em livros técnicos, literatura e até auto-ajuda. Começou a ganhar um aspecto intrigante conforme o tempo se passava, feições mais sérias e intelectuais foram moldando sua imagem, inclusive, até meio barbudo. Conseguiu um emprego na própria biblioteca, enquanto Seu Nicolau Bartolomeu partiu para as suas tão sonhadas férias em Agrolândia, entregando totalmente seu negócio ao sortudo e dedicado funcionário.
Dilastácia começou a visitá-lo na biblioteca, junto com Lorenstência, após às 18:00 horas, quando saíam da escola. Num determinado dia, Educabulco a apresentou ao Padre Preto, que adentrava a porta da biblioteca descendo de um mediano burro velho, porém viril. Uma luz solar forte batia contra a porta tornando aquela cena um evento que mais parecia efeito especial.
— Dilastácia! Este é Preto, grande amigo, que passa por aqui todo dia, gosta de ler a bíblia ali naquele cantinho. — Apresentou-o, Educabulco já animado.
— Ali naquele canto perto da seção de contos eróticos? — Indagou Dilastácia.
— Sim, ali mesmo. — Respondeu Educabulco.
Lembrou-se, Dilastácia sobre o envelope dado por Charles Carniça, sentiu que aquela era a hora de abri-lo e encontrou nele um pequeno bilhete que dizia: “Onã proverá”. Depois do episódio com Firmino sempre que saía levava sua mascote, Satanás, o papagaio. Passou a amá-lo com todas as suas forças e naquele momento aconteceu algo mágico que prometia mudar a vida da felizarda para sempre. Satanás saiu de seu ombro e pousou sobre o ombro de Padre Preto, algo nunca antes visto. Dilastácia interpretou aquilo como um sinal divino sobre sua busca e sentiu que padre Preto era um enviado dos céus para fertilizar seu ventre.
— Uau! Adoro papagaios… Prazer, sou Pedro, Padre Pedro, mas, como pode ver me chamam de Preto, tomei muito sol… Me chamavam de Carvinho, mas, prefiro Preto mesmo. — Dizia o sorridente, que tinha mais de dezoito dentes na boca (apesar de faltar um pré-molar).
— E eu sou Dilastácia, sou tímida, liga não, mas, procuro um marido, pena que você seja padre. — Dizia enquanto passava levemente o dedo sobre os lábios.
— Onde estão seus amigos? — Indagou o padre.
— Que amigos?
— O Educabulco e a sua amiga.
E só se ouvia certos barulhos indecifráveis na sala ao lado, Padre Preto e Dilastácia riram e adentraram a uma sala vizinha e em alguns cinco minutos os mesmos barulhos se repetiam.
Nicolau Bartolomeu
Enquanto todos se distraíam nas salas de leitura com seus barulhos indecifráveis o papagaio permanecia sozinho no balcão principal quando o recinto era invadido por um louco que entregava panfletos religiosos com uma tocha na mão. — Eu vou destruir você, Nicolau! Você viajou com minha mulher! Morre, diabo! — O sujeito gritava com muito afinco e começou a espalhar fogo pelos livros, prateleiras de madeira e todo o recinto. Ateava fogo nos papéis religiosos e espalhava por todos os pontos do salão. O prédio inteiro começou a pegar fogo. O sujeito correu para o banheiro, aparentemente uma diarréia o acometia no meio da loucura.
Educabulco e Lorenstência correram ao perceberem a forte fumaça preta e tentavam descobrir onde estariam o padre e Dilastácia.
— Vá para fora, não entre aqui dentro por nada, vou procurar os dois. Chame os bombeiros. — Dizia, com tom heróico, Educabulco.
A fumaça aumentava, e cada vez mais forte era o fogo que saia pelas janelas começando a destruir a estrutura do prédio, todos recuavam, e a multidão começava a aglomerar-se em frente ao prédio. O trânsito parava completamente. Um caos começava a formar-se em pleno centro da cidade, a polícia também fora acionada.
O tempo se passava e Educabulco não saía do recinto. Quando Dilastácia e o Padre Preto tocaram a agoniada Lorenstência pelas costas.
— O que se passa aqui, Lorenstência? — Indagava gritando Dilastácia, com certo desespero!
— Onde vocês estavam? Quando saíram?
— Nós saímos já tem mais de meia hora… Estávamos tomando um sorvete de três bolas perto da praça, em frente ao teatro. — Explicou Dilastácia, enquanto Padre Preto afirmava com a cabeça, a balançando positivamente.
— Meu Deus! Educabulco está tentando lhes salvar, ele está lá dentro desde que o incêndio começou.
— Essa não! Satanás está lá dentro também! Estava tão empolgada com você, padre, que esqueci meu querubim.
— Pensei que eu fosse o seu querubim… — Disse o padre, com feições emburradas.
— Não é hora para isso, precisamos dar um jeito, cadê os bombeiros? — Preocupava-se Dilastácia.
E assim que terminou a frase os bombeiros chegavam.
— Quem começou o fogo? — Perguntou um dos agentes, gritando em meio ao barulho de sirenes e o alarde do povo.
— Eu não sei, não sabemos. — Responderam.
— Traz a churrasqueira! — Gritou o agente! — Esquenta não galera… É uma piada. “Esquenta não”, Entenderam? É uma piada também. Nossa, eu deveria ser comediante. — Brincava o cômico bombeiro.
Uma explosão aconteceu, provavelmente um dos botijões de gás. Uma fumaça imensa saia do recinto que começava a desmoronar.
— Para trás, todos para trás imediatamente! — Gritava um dos mais de dez dos bombeiros apreensivos em frente à instalação, quando uma cena cinematográfica acontecia. Educabulco com a camiseta totalmente rasgada, suado, todo machucado, porém em pé, heróico e com o papagaio Satanás desmaiado nos braços saía em meio à fumaça para o deleite da população que acompanhava e aplaudia como num estádio lotado. Televisões locais davam a cobertura ao evento e noticiavam o fato como o “salvador de papagaios”.
Ao entregar Satanás aos braços de Dilastácia, Educabulco caía na grama com as costas para cima, enquanto era atendido por uma ambulância. Já alocado e amparado por sua amada e pelas enfermeiras, foi imediatamente solicitado pelo capitão Ed. Morte:
— Há mais alguém dentro do prédio?
— Sim, o louco que ateou fogo em tudo… Era Tomé, o descrente. Ele não tinha fé, mas, entregava papel religioso… Bartolomeu, o antigo dono saiu com sua mulher e Tomé pirou. Ele virou churrasco tentando se livrar da feijoada do domingo, não tinha papel no banheiro e ele não quis sair e ser socorrido por mim. Não quis dar o braço a torcer.
O prédio começou a sofrer diversos solavancos e explosões e os bombeiros de forma severa começaram o trabalho de interromper o fogo. Educabulco foi hospitalizado com ferimentos leves, Lorenstência o acompanhava enquanto Dilastácia pasma abraçava o padre e Satanás sem acreditar no que acabara de acontecer.
Incêndio na biblioteca
Mais dois dias se passaram e Educabulco já agoniado em não receber alta retrucava qualquer coisa com Lorenstência que passava apenas parte da noite com o paciente.
— Eu quero sair daqui, estou ótimo, só respirei muita fumaça, mas, já me sinto forte como um búfalo.
— Não, o doutor disse que você precisa se recuperar, então cala a boca ou eu corto sua mesada.
— O que?
O doutor interrompia a discussão.
— Educa, você tem visita.
— E quem me visita?
— Hélio Melete, um funcionário da Seguro Balo.
— Que isso? — Indagava Educabulco.
— Senhor Educabulco? Sou representante da Seguro Balo, a empresa de seguros que o Senhor Nicolau Bartolomeu Morteiro e Noel contratou há alguns anos no caso de incêndio criminoso no estabelecimento. Como o Senhor Nicolau abriu mão de seu negócio em nome do senhor, terá o direito de receber uma boa quantia para reerguer-se em função do ocorrido.
— Isso é sério? — Perguntava o pasmo Educabulco.
— Mais sério do que nunca, assine aqui.
— Estou rico!
Educabulco pulava da cama como uma criança eufórica abraçando Lorenstência com bastante intensidade.
— Agora você vai poder abandonar aquele seu emprego no açougue, Lo!
Um ano e meio se passou, o dinheiro foi o suficiente para Educabulco, insatisfeito com pamonha de rodoviária e Lorenstência montarem um negócio de venda de pamonhas. O negócio prosperou, vestiam-se à caráter, com chapéu e trajes típicos do interior de Goiás para venderem e propagar o negócio em carroças. Educabulco, com suas idéias empreendedoras passou a vender também café com leite e as pamonhas “Horse Power” com um ingrediente quase secreto, pêssego, que prometia virilidade. Educabulco e Lorenstência casaram-se alguns meses depois, com o lucro do negócio, fizeram uma festa grandiosa e convidaram até o presidente da república, Mula da Selva, que engraçou-se com Julindalva, andaram de patins pelo salão, e beberam muita cerveja. Julindalva contou ao presidente seu sonho de criar uma linha de brinquedos para montar pequenos prédios, os produtos “Cego” e o presidente lhe concedeu uma bolsa de estudos para medicina. Todos se divertiam. O presente de casamento mais recebido foram webcams e microfones. Curtiram todas em Cusco, no Peru, sugestão de Julindalva.
Convidaram também o velho Firmino e sua filha Nataiará, que casou-se com Nardi, e tiveram um filho, deram-lhe o nome de Binário. Natairá e Nardi foram trabalhar em Joinville numa empresa de desenvolvimento de softwares para dispositivos móveis. Firmino, sozinho em casa, noticiou que entrara para a política, defendendo as teses do partido Verde-Oliva.
Não conseguiram contato com Dilastácia, nem com padre Preto, que há alguns meses haviam sumido.
Dilastácia noiva
(E novos defechos)
E mais oito meses se passaram desde o casamento de Educabulco e Lorenstência, quando um casal muito feliz, com uma criança no colo adentrava o recinto da “Pamonhas Power”, era Dilastácia e Padre Preto vestido como um rapper, que não tinha mais nada de padre.
— Quanto tempo, manos, soube do sucesso de vocês, não pudemos estar no casamento de vocês e como já viram, pendurei a batina, não sou mais padre.
Dilastácia abraça Lorenstência com muita força e a apresenta seu filho. — Esse é o Enrulgaldo, meu filho!
— Que?
— É que ele nasceu todo enrugadinho, daí resolvemos dar este nome.
Dilastácia começa a explicar toda a situação em que estiveram envolvidos. — Passamos vários meses em Belo Horizonte, eu fui fazer uma prova para uma universidade local, fui com o Preto, acabei não passando e numa dessas oportunidades acabamos morando por lá mesmo, num quartel dos bombeiros. Lá nasceu o Enrugadinho, que até já fala uai.
— Poxa, isso é muito bacana, então quer dizer que vocês se casaram, como nós? Isso é ótimo! — Indagou e exclamou Educabulco.
— Bom, mano, é por isso que estamos aqui, díjou, nós vamos casar aqui em Anápolis, e vocês vão ser os padrinhos de casamento.
— Será um prazer, sem dúvida. Sentem-se, vamos lhe servir algumas pamonhas. Que tal uma pamonha “Horse Power“? — Perguntava, Educabulco.
— O que ela tem de mais? — Indagou Preto, desconfiado.
— Ela lhe dá virilidade. — Concluiu Educabulco, com ares de altivez, orgulhando-se de sua obra.
— Manda duas, estou precisando.
*
Mais algum tempo se passou e o dia do casamento havia chegado.
— Está nervosa, dona? — Perguntava o chofer.
— Muito, Euclides, nossa, casar é muito bom, melhor emoção. — Afirmava Dilastácia.
— Eu sei como é, já casei cinco vezes, aproveita hoje porque amanhã será diferente. — Rebatia Euclides.
O veículo aproximava-se do salão, em meio às buzinas e o alvoroço dos convidados e dos bicões que se entretiam sob a luz do luar.
Garbo e charmoso, Educabulco atrelado à Lorenstência saudava os convidados e bicões.
— Olá, meus caros, já não os conheço? — Indagava perante a um quarteto.
— Sou ministro de Minas e Energia do governo Mula, aquele é o ministro da Casa Civil, este é o ministro da Fazenda e aquele é pescador. Sou Uílson Alto, este é meu companheiro Charles Carniça, este é Bluno Fiáto e o pescador é Milum Briga. — Afirmava o culto e jovem senhor.
— Ei, vocês são os amantes de Dilastácia! — Exclamava Educabulco. — Como tornaram-se ministros tão rapidamente?
— Você não reparou, mas, estivemos em seu casamento e conhecemos o presidente Mula. Nada que um goles de whisky não resolvessem… Depois daquele dia fui para São Paulo e montamos um grupo de torcida organizada chamada “Vai Palmeiras”, e começaram a nos chamar de terroristas, comunistas, essas coisas, e acabamos sendo presos depois que incendiamos o palácio dos Bandeirantes, ficamos 25 minutos na cadeia, e eu com meu direito a fazer uma ligação, liguei para o presidente Mula, assim, o mesmo nos soltou e perguntou se não queríamos fazer um bico no palácio do planalto, não deu outra.
— Isso é incrível, realmente gritante. — Dizia Educabulco, não tão impressionado.
— Sabe aquele dia que teve o apagão no país?
— Claro, o que aconteceu?
— Eu apertei o botão errado lá na sala de controle… — Dizia, em meio às lágrimas de tanto rir.
E riam os dois, Lorenstência desconfiava e não dava tanta atenção enquanto saboreava um dos petiscos servidos.
Educabulco havia conseguido um feito histórico para si, com os recursos conseguido com seu lucrativo negócio de pamonhas, havia voltado a São Paulo, e com os melhores advogados de Itaquaquecetuba conseguiu se livrar das acusações de assassinato de funcionários do hospício alegando insanidade temporária causada por cárcere involuntário, havia conseguido reunir o Colégio Pacífico novamente, sua banda, e presenciava os mesmos tocando no casamento de Dilastácia, soube da morte de Jusanta, atropelada por um ferrorama de shopping. Pediu desculpas ao delegado por urinar tanto em calças de policiais, fez as pazes com o mundo. Apenas uma coisa o preocupava, um sonho que teve, em que morreria com trinta anos e onze meses num acidente de carro numa estrada movimentada, sob a chuva. Fechou a CUCI e parou de incentivar os cornudos a usarem álcool. Resolveu tentar o bem para que sua vida fosse estendida, já que ainda lhe restavam alguns anos para aproveitar. Resolveu toda a sua situação embaraçosa e não mais tinha vontade de morar em seu estado natal, já que a felicidade havia lhe presenteado um pouco longe dali.
— Vejam, a noiva está chegando! — Apontava o feliz e realizado Educabulco.
Descia o sob o mistério do sereno — Sim, sereno, pois a noiva havia atrasado cinco horas e já era madrugada! — Enquanto os eufóricos e bêbados presentes a saudavam a toda bem vestida noiva goiana, esperada no altar por seu amado ex-padre assanhadinho.
— Aceita esta humilde senhorita, dona de um sorriso certinho após anos usando aparelho ortodôntico? — Perguntava o padre a Preto.
— Sim, mano, é claro que eu aceito. Somos nós. — Respondia Pedro Preto, fazendo gestos de rapper.
— E você, minha cara irmã, aceita este moço, traidor do celibato, que engravidou uma moça antes do casamento provando a todos sua irresponsabilidade?
— Sim, padre, eu aceito.
— Pode beijar a noiva… Apesar de já tê-lo feito inúmeras vezes até o presente instante. — Dizia o padre, que secretamente era o pai de Pedro.
E beijaram-se intensamente. Por oito minutos.
E naquele momento, um alvoroço tomava conta dos presentes, numa euforia tão grande em aplausos que pareciam comemorar como se o próprio mundo tornar-se-ia melhor através daquele símbolo de união que representava a diferença dos povos interagindo em perfeita harmonia. E fez-se assim, o bem estar e o ideal de felicidade propagaram-se nos presentes naquele momento, uma vontade súbita de viver os havia tomado, como se através dos eventos acontecidos uma motivação a mais os colocaria a pensar sobre o que é realmente a vida.
Lulu e Dizão
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